Por: Aniely Cordeiro
O Carnaval 2026, sob o lema “Rio Branco Folia, Tradição e Alegria”, reservou um dos momentos mais emocionantes da programação para a noite deste sábado (14). Excepcionalmente nesta edição, a categoria Rainha Trans levará o nome de Natasha Houston, em homenagem à trajetória da artista Nathy Lima, símbolo de representatividade e força na cultura acreana.
Figura marcante do Carnaval e do movimento junino na capital, Nathy Lima, também conhecida pelo nome artístico Natasha Houston, construiu uma trajetória de quase três décadas na quadrilha Junina Pega-Pega. Em 2025, viveu um de seus momentos mais celebrados ao ser coroada vencedora do concurso Rainha Trans, conquista que representou não apenas um título, mas o reconhecimento de sua trajetória.

Em dezembro de 2025, há suspeita de que a artista tenha falecido em decorrência de complicações de uma dengue hemorrágica. Sua partida deixou uma lacuna profunda na comunidade LGBTQIA+ e no cenário cultural de Rio Branco, onde era admirada pelo carisma, pela dedicação e pela defesa da representatividade trans.
Homenagem e representatividade
Segundo Klowsbey Pereira, diretor-presidente da Fundação Municipal Garibaldi Brasil (FGB), a organização está em contato com os familiares de Natasha para realizar a entrega simbólica da faixa durante o evento.
Klowsbey destacou a importância de Nathy Lima não apenas como foliã e quadrilheira, mas também como uma pessoa multifacetada, que deixou uma marca significativa na comunidade:
“Nós queremos homenagear a Nathy, uma pessoa simples e dedicada. Aliás, a Nathy não era só foliã e quadrilheira, mas também desportista. Era muito querida, e no último torneio de vôlei, realizado durante o aniversário do município, decidimos homenageá-la ao batizar o troféu com seu nome” , conta Klowsbey
A homenagem reflete o pensamento da própria artista, que, ao vencer o concurso Rainha Trans em 2025, destacou o significado profundo daquela conquista, que ia muito além da estética:
“Fico feliz pelo fato de ser uma mulher trans que representa a realidade de muitas. Não estou falando de beleza ou de corpo escultural. Estou falando de alguém que entende e defende as dificuldades que as trans passam no dia a dia”, afirmava Natasha.



