Dados divulgados pelo Observatório de Violência de Gênero (OBSGênero) do Ministério Público do Acre (MPAC), nesta sexta-feira (8), Dia Internacional da Mulher, mostram que, de 2018 a janeiro de 2024, das vítimas de feminicídio no Acre, 71,8% tinham o Ensino Fundamental incompleto.
Ao todo, foram registrados 71 casos de feminicídios consumados 18 dos 22 municípios do Estado. Rio Branco, a capital, teve o maior número, com 26 casos. Em seguida vem Tarauacá, com sete registros e, depois, Cruzeiro do Sul, com seis.
Do valor total das vítimas, 9,9% tinham apenas o Ensino Fundamental completo; 5,6% o Ensino Médio incompleto; 5,6% o Ensino Médio completo; e 4,2% não eram alfabetizadas. Além disso, de todas as mulheres vitimadas, 86% eram pretas ou pardas.
Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em 2023, o Acre ocupou a 2ª posição no ranking nacional de feminicídio, com taxa de 2,4 mortes a cada 100 mil mulheres, empatado com os estados de Rondônia e Tocantins. Os números representam um crescimento de 11,1% em relação a 2022.
Autores
Em relação aos autores dos casos de feminicídio consumados no Acre entre 2018 e janeiro de 2024, 41% já tinham antecedentes criminais; 29% não tinham; e 30% não foi informado. Do número que possuía, 27% eram por violência doméstica.
Além disso, em cerca de 53% dos casos ao autor tinha histórico de violência doméstica contra a vítima anterior do fato. Esse dado mostra como o crime de feminicídio, em muitos casos, pode ser evitado quando existe uma ação efetiva das forças de segurança.
Estudo
Os dados do estudo foram publicados no Feminicidômetro, um painel virtual que apresenta os números de casos de feminicídios consumados no estado do Acre. Para quem se interessa por mais informações, a pesquisa está disponível no endereço feminicidometro.mpac.mp.br.



