Caso veio a tona quando a esposa do Defensor Joao Ildair da Silva foi demitida, depois que sofreu uma suposta agressão do marido
O Ministério Público do Acre (MP-AC) e o Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) receberam uma denúncia de supostos casos de nepotismo em cargos comissionados da Defensoria Pública do Estado.
A subdefensora geral, Roberta Caminha mantém um cunhado e três primos na parte administrativa. Enquanto a Defensora Juliana Cordeiro, tem o sogro, e o Gerson Boaventura, a esposa.
O caso veio à tona quando a esposa do Defensor Joao Ildair da Silva, foi demitida depois de uma suposta agressão do marido, a mulher também era lotada, porém foi retirada quando pediu medida protetiva contra ele.
Diante desses fatos, o Defensor João Ildair procurou o site Agazeta.net para esclarecer essa situação. De acordo com as informações, ele nunca foi processado e, em nenhum momento, foi a uma delegacia de polícia.
“Sou funcionário público há 25 anos e nunca tive sequer um apontamento na minha ficha funcional. Fui acusado injustamente na Delegacia da Mulher, sem provas, como retaliação a uma descoberta de infidelidade e após ir na Polícia Federal denunciar o rapto do meu filho. Infelizmente nestes órgãos alguns inquéritos nascem apenas com a versão isolada de mulheres, que acabam se aproveita do sistema legal protetivo para angariar fins ilegítimos. Essa falsa acusação contra minha pessoa foi extinta por conta da total ausência de provas. Nunca fui condenado a nada”, afirma o Ildair.
A denúncia também pede que o MPAC faça uma investigação a respeito do nepotismo cruzado, pois diversos filhos de autoridades, principalmente do Judiciário, estariam lotados nos gabinetes dos defensores, e os parentes deles estariam sendo lotados no Judiciário e também no Ministério Público.
Na lista entregue estão os filhos do procurador Oswaldo D´Albuquerque, do deputado Pedro Longo (PDT), que é ex-juiz, e do desembargador Luiz Camolez.
Além disso, tem uma parte que mostra a relação dos defensores públicos que estão acumulando os cargos de direção e execução, e recebendo pelos dois, mas trabalham em apenas um. A lei das defensorias impede esse tipo de pagamento.
Outro fator que prejudica a situação é que a Defensoria Pública não abastece a sua página no portal de transparência e esses valores só estão sendo expostos, porque documentos chegaram até o denunciante.
O Hedislandes Gadelha, que denunciou o caso, promete que se o Ministério Público do Estado não levar a frente o caso vai buscar uma investigação via Brasília.
“Se ninguém tomar nenhum tipo de ação, eu irei até Brasília e lá farei as denúncias já com os protocolos daqui, por mim já feitos”, afirma Gadelha
A Defensoria Pública foi procurada para falar sobre o assunto, mas disse que só vai se manifestar quando oficialmente for notificada, enquanto isso, deve manter o quadro atual, mesmo contra a lei que ela tanto precisa defender.
Com informações de Adailson Oliveira para TV Gazeta



