Uma obra pública iniciada há mais de uma década segue abandonada na zona rural de Tarauacá, no interior do Acre. A construção da escola 15 de Junho, que deveria atender estudantes da região entre Tarauacá e Feijó, permanece inacabada e atualmente está tomada pelo mato e pela deterioração causada pelo tempo.
No local onde deveria funcionar uma unidade escolar moderna, restou apenas a estrutura parcialmente construída. Para chegar ao prédio, é preciso atravessar vegetação alta e terreno tomado pela lama. O cenário encontrado revela corredores e salas de aula cercados pelo mato, que invadiu praticamente toda a área da construção.
Estrutura quase pronta foi abandonada
A obra foi iniciada em 2015 e tinha como objetivo substituir a atual escola da comunidade, construída em madeira e localizada do outro lado da estrada. O novo prédio teria três blocos com salas de aula, além de espaços destinados à cozinha, área de recreação e um ginásio de esportes.
Apesar de parte da estrutura já estar levantada, a construção foi interrompida antes da finalização. Em algumas salas, por exemplo, faltavam apenas portas e janelas. Corredores e áreas que deveriam ligar os blocos ficaram incompletos, e o espaço que seria destinado ao ginásio também não saiu do papel.
Com o abandono, a vegetação cresceu entre as estruturas de concreto e tomou conta dos corredores. Em alguns pontos, o mato é tão alto que dificulta a visualização das outras partes da escola.
O desgaste causado pelo tempo também começa a comprometer o que já havia sido construído. Partes da estrutura metálica apresentam sinais de deterioração e o concreto tem sido afetado pela infiltração da água da chuva.
Em áreas onde a cobertura não foi concluída, a água acumulada favorece o aparecimento de lodo e acelera o desgaste da obra. O abandono prolongado levanta dúvidas sobre a possibilidade de reaproveitamento da estrutura existente.
Milhões investidos e obra parada
A construção da escola foi orçada em R$ 3,5 milhões, e parte significativa desse valor já havia sido aplicada na execução da estrutura de concreto e nas armações metálicas do prédio.
Com o passar dos anos sem continuidade da obra, a situação se tornou ainda mais complexa. Hoje, além dos recursos já investidos, seria necessário um novo aporte financeiro para retomar os trabalhos, isso caso a estrutura atual ainda possa ser aproveitada.
O projeto original previa que a nova unidade escolar substituísse a antiga escola 15 de Junho, que funciona em uma estrutura de madeira. A proposta era oferecer melhores condições de ensino para estudantes da região rural.
Mesmo após denúncias sobre o abandono da obra, a construção permanece parada. Enquanto isso, o mato segue avançando sobre o prédio inacabado, transformando o que deveria ser uma escola em um retrato do desperdício de recursos públicos.
Com informações de Adailson Oliveira, para a TV Gazeta.



