A Defesa Civil Municipal de Rio Branco iniciou, na manhã desta semana, a Operação Volta pra Casa, que marca o retorno gradual de famílias que estavam abrigadas no Parque de Exposições após as recentes inundações registradas na capital acreana. A ação deve beneficiar 39 famílias, totalizando 115 pessoas, além de 28 animais de estimação, que permaneceram no abrigo durante o período de cheia.
Segundo o coordenador municipal da Defesa Civil, tenente-coronel Cláudio Falcão, o início do retorno não significa que a situação esteja completamente segura. O nível do rio apresenta instabilidade e pode voltar a subir a qualquer momento.
“Nós não temos segurança. Ele está fora da cota de atenção, mas não existe estabilidade. A qualquer instante, ele pode voltar a aumentar”, alertou.
De acordo com a Defesa Civil, houve registros recentes de elevação rápida do nível dos rios em municípios da região, o que reforça a necessidade de monitoramento constante.
Preparação começou antes do retorno
Embora a operação tenha sido iniciada oficialmente agora, os preparativos começaram ainda na semana passada. Antes do retorno das famílias, equipes da Prefeitura realizaram limpeza dos bairros, vistorias de risco, avaliação de risco biológico e distribuição de material de limpeza para que os moradores pudessem higienizar as residências antes de reocupá-las.

“Essa operação começou hoje, porém os preparativos já vinham desde a semana passada. Fizemos limpeza dos bairros, vistorias de risco e entregamos material de limpeza para que as famílias pudessem preparar suas casas”, explicou Falcão.
O retorno está sendo feito de forma gradual e criteriosa, levando em conta as condições estruturais de cada imóvel. Algumas famílias, segundo a Defesa Civil, ainda não poderão voltar, pois as residências apresentam riscos à segurança.
Risco de novos transbordamentos permanece
Mesmo com a devolução das famílias aos lares, a Defesa Civil reforça que o risco de novos transbordamentos é iminente. Caso o nível do rio volte a subir, todas as medidas adotadas anteriormente poderão ser retomadas.
“Se isso acontecer, nós repetiremos todas as operações: remover as famílias, abrigar e, posteriormente, devolvê-las para casa”, afirmou o coordenador.
Ele destacou que o trabalho da Defesa Civil é permanente, envolvendo não apenas resposta emergencial, mas também monitoramento e prevenção.
“É um trabalho constante, em socorro, resposta, monitoramento e prevenção. Nós tentamos minimizar os impactos antes, durante e depois do desastre”, disse.
Além da área urbana, a Defesa Civil também voltou esforços para a zona rural, que sofreu impactos significativos com três inundações em menos de 40 dias. Segundo Falcão, já estão sendo elaborados planos de trabalho e ajuda humanitária para atender produtores afetados, principalmente nos setores da agricultura e da pecuária.
“Nós não esquecemos da zona rural. Estamos trabalhando planos de ajuda humanitária para minimizar os impactos que a agricultura e a pecuária sofreram nessas inundações”, destacou.
A expectativa da Defesa Civil é concluir ainda hoje a maior parte da operação, devolvendo o máximo de famílias possível aos seus lares. No entanto, a desmobilização total do abrigo pode levar alguns dias, já que nem todas as residências apresentam condições seguras para reocupação imediata.

“O máximo de famílias que nós pudermos levar de volta para casa hoje, levaremos. Mas algumas ainda não poderão retornar por questões de segurança”, concluiu o tenente-coronel Cláudio Falcão.
A Defesa Civil segue monitorando o nível dos rios e mantém equipes de prontidão para agir rapidamente caso o cenário volte a se agravar.
Com informações de Gisele Almeida, para o site Agazeta.net.



