Por Aniely Cordeiro
Pais de Ana Letícia, de 14 anos, criaram uma vaquinha online para custear a cirurgia da filha, diagnosticada com escoliose, doença caracterizada pela curvatura anormal da coluna vertebral. Sem recursos financeiros e diante das dificuldades no acesso ao tratamento pelo sistema público de saúde, a família busca ajuda para arcar com a cirurgia.
A escoliose pode ocorrer em qualquer parte da coluna, mas é mais comum nas regiões torácica e lombar. No caso de Ana Letícia, a situação é considerada grave, exigindo acompanhamento médico constante e a realização de procedimentos que, segundo a mãe, têm sido feitos majoritariamente na rede particular.
A mãe da adolescente relata que, após recomendação médica para o uso de um colete ortopédico, tentou obter o equipamento por meio do Estado, mas não teve retorno no período oportuno. Diante da urgência, a família precisou recorrer a parentes para conseguir o valor necessário.
“Não tínhamos recursos suficientes para comprar o colete, que custou R$4.500, porque ela precisava usar com urgência e não podíamos esperar”, contou a mãe
Segundo ela, os custos com o tratamento continuam elevados, já que a maioria dos exames é realizada de forma particular.
“Os exames são quase todos particulares e sempre temos que pedir ajuda aos familiares para custear tudo”, relatou.
Diante do agravamento do quadro clínico, a família decidiu criar uma vaquinha online para custear a viagem e cirurgia da adolescente, na tentativa de agilizar o tratamento. A mãe afirma que a filha enfrenta dores constantes.
Procurada, a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) informou ao Agazeta.net que houve tentativas de contato com a paciente em outubro de 2025, mas sem sucesso.
“Consta em registro que houve tentativa de contato com a paciente no mês de outubro de 2025, realizada por três vezes, sem que fosse possível estabelecer comunicação naquele momento. Esse contato integra os fluxos assistenciais da rede pública e é fundamental para orientar a paciente, esclarecer as etapas do atendimento e dar continuidade às avaliações necessárias”, informou em nota.
Ainda segundo a assessoria, a equipe permanece à disposição para retomar o contato e dar seguimento às análises do caso, conforme os critérios estabelecidos pelo Sistema Único de Saúde (Sus).
A mãe de Ana Letícia afirma que, na época das ligações, enfrentava problemas com o celular, o que teria impedido o contato. Atualmente, segundo ela, a família vive um momento delicado, já que o pai da adolescente está desempregado.
“Peço que o Estado venha ver a situação da minha filha. Ela tem vivido dias difíceis e, muitas vezes, dolorosos por estar desse jeito”, desabafou.
Para os interessados em ajudar na vaquinha:




