O governador do Acre, Gladson Camelí (PP), divulgou nota pública nas redes sociais nesta quinta-feira (5) após receber representantes da Polícia Federal em sua residência. A manifestação ocorre em meio ao contexto jurídico envolvendo o chefe do Executivo estadual, que se tornou réu no Superior Tribunal de Justiça (STJ) pelos crimes de corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e fraude à licitação.
Na nota, Camelí informou que a visita da Polícia Federal teve como objetivo colher informações sobre uma denúncia relacionada a um processo de avaliação para obtenção de registro de piloto em uma escola de aviação local, onde ele teria sido aluno.
Segundo o governador, os agentes atuaram de forma regular e recolheram dispositivos eletrônicos e uma quantia em dinheiro. Camelí afirmou que o valor é de origem privada, mantido como reserva financeira pessoal, e que a comprovação será apresentada às autoridades competentes.
“Com tranquilidade e transparência, prestei todas as informações solicitadas”, afirmou o governador no comunicado. Ele declarou ainda que permanece sereno diante do ocorrido, agradeceu as manifestações de apoio da população e reiterou confiança na Justiça.
No texto, Gladson Camelí também afirmou ser alvo de perseguição e classificou o episódio como uma tentativa de estratégia política para atingi-lo em período pré-eleitoral.
O governador é um dos principais investigados da Operação Ptolomeu, que apura supostos crimes envolvendo desvios de recursos públicos e contratos firmados pelo governo estadual. Embora decisões relacionadas à operação tenham sido anuladas ainda em 2025, as investigações seguem em andamento neste ano, mantendo o caso em análise pelos órgãos competentes.
A Polícia Federal não divulgou detalhes adicionais sobre a diligência realizada nesta quinta-feira.
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