Uma operação da Polícia Civil do Acre, realizada na manhã desta segunda-feira (5), resultou na apreensão de uma grande quantidade de medicamentos e materiais cirúrgicos desviados da rede pública de saúde do Estado e do Município de Rio Branco. Os produtos estão avaliados em mais de R$ 1 milhão.
A ação ocorreu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão expedido pela Vara das Garantias da Comarca de Rio Branco. O material foi localizado em uma residência situada no Beco da Glória, no bairro da Pista, região da Sobral.
Segundo a Polícia Civil, as investigações que culminaram na operação duraram cerca de um a dois anos, conforme o núcleo responsável pela apuração. A ação foi conduzida por equipes da delegacia encarregada do caso, com apoio do Departamento de Polícia da Capital e do Interior (DPCI).
Durante a busca, os agentes encontraram medicamentos controlados, remédios de alto custo e equipamentos utilizados em procedimentos hospitalares, muitos deles destinados a pacientes específicos da rede pública de saúde.
Entre os itens apreendidos estão medicamentos oncológicos, materiais utilizados por pacientes com bolsa de colostomia, além de equipamentos de hemodiálise, essenciais para pessoas em tratamento contínuo. De acordo com os investigadores, parte dos produtos seria destinada a pacientes em tratamento de câncer e hemodiálise, o que agrava ainda mais a gravidade do desvio.
O proprietário do imóvel, Eugênio Gonçalves Neves, de 74 anos, ex-balconista de farmácia, foi preso em flagrante. Conforme a investigação, ele seria responsável por armazenar e vender clandestinamente os medicamentos e equipamentos hospitalares.

Devido ao grande volume de material apreendido, foi necessário o uso de um caminhão para a retirada dos produtos do local. A Vigilância Sanitária do Estado também foi acionada para avaliar as condições de armazenamento e a procedência dos medicamentos.
O suspeito foi conduzido ao Departamento de Investigações Criminais (DEIC) e, posteriormente, apresentado à Delegacia de Flagrantes (DEFLA), onde permanece à disposição da Justiça.
As investigações continuam para identificar outros envolvidos no esquema, incluindo a possível participação de servidores públicos no desvio dos medicamentos da rede pública de saúde.
Com informações de Luan Cardoso, para a TV Gazeta.



