Na manhã desta quarta-feira (3), aconteceu a audiência de instrução e julgamento do policial penal Raimundo Nonato Veloso da Silva, acusado de assassinar a tiros o jovem Wesley Santos, de apenas 20 anos, na última noite da Expoacre 2023, em agosto do ano passado.
Do lado de fora do Tribunal de Juri, parentes e amigos do jovem exibiam uma faixa e vestiam camisas com a foto da vítima. Além de Wesley Santos, a namorada na época do ocorrido, Rita de Cássia, também foi atingida por disparos. Oito meses depois e ainda com sequelas, ela vai depor contra o policial penal.
“Todo dia passa o filme na cabeça, não tenha um momento no dia que não lembro. Hoje a gente vem aqui implorar justiça, porque não tem como isso ficar impune”, conta a mulher.
Os pais da vítima foram para frente da Cidade da Justiça, junto aos amigos e familiares, e se mostravam emocionados. Mesmo sabendo que nada pode trazer o filho de volta, ainda assim esperam encontrar alguma resposta da Justiça.
“A morte do meu filho se deu por uma importunação sexual. O homem tem que respeitar uma mulher e o Raimundo Nonato não respeitou. Então, ele precisa responder pela monstruosidade que ele fez. Nós todos estamos aqui pedindo justiça e que ele pague pela maldade de ceifar a vida de um menino que sonhos pela frente”, afirma Isa Santos, mãe de Wesley Santos.
Vale ressaltar que o policial é acusado, também, de cometer assédio contra Rita de Cássia, algo que teria dado início à confusão no estabelecimento onde ocorreu o tiroteio.
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Durante essa audiência, são apresentadas as provas e colhidos depoimentos. Com base nessas informações, o magistrado decide se o policial penal irá, ou não, à Júri Popular.
Matéria produzida em vídeo pela repórter Débora Ribeiro para a TV Gazeta



