Por Adailson Oliveira para o Agazeta.net
A Prefeitura de Sena Madureira gastou quase R$ 500,00 mil dos cofres públicos em 2022 em uma rampa que desapareceu cerca de dois meses após sua construção. Era uma rampa as margens do Rio Iaco que ajudaria os ribeirinhos da região. Em março deste ano, a Câmara dos deputados denuncia o fracasso da obra e pede investigação da Controladoria Geral da União (CGU).
O relatório da CGU diz que a Prefeitura de Sena Madureira e a Associação dos Municípios do Acre (AMAC) são os maiores responsáveis pelas falhas e negligências na construção que levaram a rampa a ser destruída. Este mesmo relatório com os dados técnicos foi enviado a superintendência de desenvolvimento da Amazônia (Sudam) que na época celebrou o convênio com a Prefeitura de Sena Madureira.
Com isso, a Sudam agora tem o dever de pedir o ressarcimento dos recursos aos cofres públicos, e responsabilizar a AMAC e a Prefeitura do município que erraram nos projetos de fundação e compactação do solo. Para a CGU, a cheia do Rio Iaco não deve ser usada como desculpa, pois a Prefeitura tinha total conhecimento de que naquele período de construção, todos os anos o rio costuma encher.
Em fevereiro, o Rio Iaco chegou a 18 metros e 6 centímetros, uma das maiores cheias já registradas. A rampa ficou completamente coberta pela água. Logo que as águas cessaram, apenas a ponta da rampa era visível, onde ela quebrou e ficou submersa pela lama.
Com relação as datas e as etapas da construção, no dia 25 de junho de 2020, a Prefeitura de Sena Madureira assinou o contrato para a construção da rampa as margens do rio Iaco, em 12 de agosto de 2020, recebeu mais R$ 493,6 mil para a obra e no dia 1º de setembro de 2022 começaram. Em dezembro de 2022, menos de 3 meses depois foi concluída. Contudo, no dia 20 de fevereiro, cerca de dois meses da conclusão, já estava destruída.
Outro fator que chamou a atenção é que parte da rampa nova está sendo construída em cima do que sobrou da antiga, o que deixa evidente a falta de planejamento e comprometimento da Prefeitura. Logo, espera-se que a Sudam e outros órgãos competentes desempenhem uma fiscalização eficiente para que esses erros não votem a acontecer.



