Dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) mostram que em 2023, as BRs 317 e 364, rodovias federais que cortam o Acre, registraram 233 acidentes e 30 óbitos. Em comparação ao ano de 2022, foram sete acidentes e 12 mortes a mais. No último ano, 283 ficaram feridas.
Segundo a superintendência da PRF no Acre, um acidente pode envolver vários fatores e, em torno de 70% dos casos, são causados por imprudência e ações humanas.
“Cerca de 70% dos acidentes são causados diretamente por ações humanas. Um acidente para ocorrer envolve vários fatores, mas em síntese, as ações diretas são causadas por desrespeito ao Código de Trânsito Brasileiro e normas correlatas. Assim, imprudência dos condutores é a causa genérica”, destaca a PRF.
Em setembro de 2023, Sara Moura, de 25 anos, morreu após a motocicleta que ela dirigia colidir com caminhonete, na BR-364. O motorista fugiu do local sem prestar socorro e é possível que ele estivesse sob efeito de álcool, pois próximo ao volante tinha uma lata de cerveja. A mulher deixou um filho de 5 anos.
Casos com esse mostram que muitos acidentes de trânsito podem ser evitados, caso haja o respeito do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). No mesmo mês do ocorrido, a vítima iria tomar posse de um concurso público do Estado e teve a vida tirada por imprudência.
Além disso, também foi informado os trechos que mais ocorrem acidentes e quais medidas necessárias estão sendo tomadas para abordar esses locais. “Estatisticamente, o trecho mais crítico de acidentes vai do km 120 até o km 150, da BR-364, dentro do perímetro urbano de Rio Branco. A PRF tem realizado, em conjunto com os parceiros do trânsito, dentre os demais órgãos públicos, ações educativas e fiscalizações ostensivas. Campanhas nas redes sociais também estão entre as ações realizadas”, afirma.
A PRF realiza ações para fiscalização e conscientização da população no trânsito. Segundo o órgão, a mudança na atitude dos condutores é a chave para evitar acidentes.
“Toda a ação da PRF depende da conscientização dos viajantes. São ações responsáveis e conforme a legislação de trânsito dos motoristas que poderão reduzir os números de acidentalidade. Como dito anteriormente, agora com outras palavras, a conscientização para mudança de atitude dos condutores é a chave para evitar acidentes”, salienta.
Infrações
PRF destaca infrações que são mais comuns no trânsito e tem como principal a ultrapassagem em local proibido, além de embriaguez à condução, uso do celular e a falta do cinto de segurança, uma peça importante na hora de um possível acidente.
“Dentre as infrações mais flagradas estão a ultrapassar em local proibido, responsável por colisões frontais entre veículos. Outras infrações comuns são o uso do telefone celular, embriaguez à condução e conduzir veículos sem uso do cinto de segurança. Excesso de velocidade e conduzir sem habilitação são infrações que também potencializam os acidentes graves”.
A necessidade do uso de um celular é um dos principais fatores que causam as colisões ou outros tipos de acidentes no trânsito, principalmente em rodovias, reitera a PRF.
“Historicamente, os acidentes têm uma oscilação cíclica. No entanto, a tecnologia de certa forma vem mudando os atos humanos. Há 30 anos, as pessoas não utilizavam telefones digitais. Com o uso de aplicativos e a necessidade de mexer no aparelho, hoje isso mudou. Vários acidentes vêm ocorrendo por uso de telefone celular enquanto se conduz veículos”.
Recomendações
A Polícia Rodoviária Federal deixa claro que os condutores e donos de automóveis devem, sempre, agir com prudência e realizar ações preventivas para poder evitar certas situações perigosas.
“A palavra-chave é conscientização para agir com respeito à legislação. Outras ações preventivas como revisar o veículo, descansar antes de viajar, não ingerir bebidas alcoólicas ou medicações que alterem a consciência ou causem sono e atualizar a documentação dos condutores, veículos e passageiros são fundamentais”, finaliza.



