A professora aplica os golpes desde 2020, ela já tem condenação por estelionato, totalizando 23 processos
Por: Adailson Oliveira
A professora Elidyana Castro, de 41 anos, criou em Rio Branco uma empresa de fornecimento de marmitas e cafés da manhã. Porém, a empresa era uma faixada para que a mulher conseguisse dinheiro das vítimas alegando que estariam investindo no suposto negócio. O prejuízo as pessoas afetadas ultrapassa os R$ 400 mil. A professora já tem condenação anterior pelo mesmo crime, totalizando 23 processos. Ela aplica os golpes desde 2020.
Uma das vítimas, que morava em Rio Branco mas estava fora do estado, investiu cerca de R$ 70 mil na empresa falsa. Ela conheceu a Elidyana através das redes sociais com as propagandas do negócio. A vítima veio ao estado em busca de reaver o dinheiro ao perceber que havia sofrido estelionato, ao realizar um registro na delegacia, apareceram mais 25 vítimas do mesmo golpe.
“Durante todos esses anos e todas essas vítimas ninguém expôs, é como eu falo, ela (Elydiana) é uma máquina. A cada um minuto dessa mulher solta é uma vítima a mais, se ela não conseguir fazer aqui no estado ela faz fora, porque ela tem tudo esquematizado”, afirmou uma das vítimas.
As vítimas, que desejaram não ter o nome identificado, alegaram também que Elidyana mostrava contratos, além de levar as pessoas para conhecer a empresa. A professora tinha um grupo no qual apresentava como funcionava a fabricação dos alimentos.
Um dos processos que vem sendo apurado pelo crime de estelionato, de 2021, em que o inquérito foi enviado para o Ministério Público (MP) e se tornou denúncia, aponta que Elidyana conseguiu através do golpe R$ 170 mil de um idoso, além do carro da vítima, no valor de R$ 120 mil. Ela fez empréstimos no nome dele, e por isso o idoso recebe apenas R$ 112 por mês.
As vítimas foram até a residência da professora para tentar conversar e chegar a um acordo com a mulher, mas ela não estava em casa. O delegado Alex Danny, da Polícia Civil do estado, informou que será realizada a apuração do caso e pode ser dada voz de prisão a professora.
Nossa equipe tentou contato com Elydiana, que afirmou não querer gravar entrevista, dizendo que não quer expor sua imagem e vai pagar pelos erros.


