A Prefeitura de Rio Branco sancionou, na segunda-feira (30), a lei 2.679 que institui o programa Municipal Farmácia Verde, com o objetivo de ampliar o acesso da população ao uso de plantas medicinais e fitoterápicos, de forma integrada à realidade local.
O programa prevê parcerias com instituições de pesquisa e comunidades tradicionais. A proposta inclui desde a distribuição de plantas in natura até a produção de fitoterápicos, com acompanhamento profissional.
Segundo o presidente do Sindicato dos Médicos do Acre (Sinmed – Ac), Guilherme Pulici, a iniciativa pode ampliar as alternativas de tratamento, mas exige cautela. Ele também destacou a necessidade de manter a autonomia dos profissionais.
“A gente vê com bons olhos. É mais uma alternativa terapêutica disponível para a população, mas fazemos algumas ressalvas. Que sejam medicações aprovadas pela Anvisa, que os critérios científicos sejam respeitados e que medicações com comprovação sejam utilizadas. O profissional deve prescrever quando achar cabível, mas sabendo que, nos casos mais severos, vamos ter que recorrer à alopatia”, afirmou.
Para o comerciante de plantas medicinais Raimundo Nonato, conhecido como Dr. Raiz, que atua há 38 anos no setor, o programa dialoga com as tradições da população regional.
“Eu vejo como um passo importante porque tradicionalmente a população do Acre já gosta de usar produtos naturais. Cada dia mais o número de clientes aumenta, porque as pessoas têm confiança nas plantas”.

A assistente social Telma Rocha, também aprova a medida: “Super louvável, principalmente considerando a riqueza de ervas da floresta amazônica. Por que não aproveitar? A gente fica se intoxicando de produtos sintéticos, enquanto a natureza está aí para oferecer tanto”.
Com informações do repórter Marilson Maia e editado pelo site Agazeta.net.



