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Home Coluna da Casa Escavando História
  • Propaganda a Serviço do esforço de guerra: os Soldados da Borracha

    por Agazeta.Net
    17 de março de 2026
    em Escavando História
    Propaganda a Serviço do esforço de guerra: os Soldados da Borracha

    Arte por: Ruimar Cavalcante do Carmo Junior

    Ouça Aqui

    Acre, o estado mais ao norte do Brasil tem presente características geográficas e culturais muito distintas dos outros estados do país, lar de uma miscigenação entre Peruanos, Bolivianos e povos indígenas, na década de 1930 ficou conhecido por receber uma grande leva de nordestinos que seduzidos por propagandas governamentais esperavam melhores condições de vida com a extração do látex das seringueiras. Mas poucas vezes nos vem à cabeça “por quais motivos o Governo investiu tanto em propagandas para atrair estas pessoas a região norte do país?” nesta coluna buscaremos responder está pergunta. Para além disso explicar também a realidade do seringueiro durante, e depois do segundo ciclo da borracha.

    No final da década de 1930, o mundo passava por grandes turbulências, o conflito que se iniciou na Europa com a Alemanha Nazista liderada por Adolf Hitler invadindo a Polônia rapidamente tomou maiores proporções. Em 3 de Dezembro de 1939 Reino Unido e França declararam guerra à Alemanha, dando início dando início ao conflito que posteriormente ficou conhecido como Segunda Guerra Mundial.

    Em um primeiro momento a presença dos países latino-americanos no conflito se deu no fornecimento de materiais estratégicos, como pneus, por exemplo. Entretanto, em 7 de dezembro de 1941 o Japão atacou de surpresa a base naval de Pearl Harbour em Honolulu. O Ataque resultou em cerca de 3.500 vítimas fatais entre civis e militares, e o envolvimento direto dos Estados Unidos no conflito ao lado de Reino Unido, União Soviética e França, além da participação ativa de países como a China e o Brasil. A coalizão que ficou conhecida como “Os aliados”.

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    Com a entrada no conflito a produção industrial destes países se voltava quase que inteiramente para fabricação de aviões, carros de combate, munição etc. Além disso, países como o Brasil entraram no conflito de maneiras diferentes. Isso ocorreu tanto com o envio de tropas ao campo de batalha quanto com a produção e o envio de látex para a indústria de guerra americana¹.

    Figura 01 – Os acordos de Washington
    Fonte: SEMTA: Serviço Especial de Mobilização de Trabalhadores para a Amazônia – por J. P. Chabloz, 2022.

    Na época era necessária força de trabalho na região amazônica para a extração desse material. Entre os anos de 1943 e 1945 mais de 30 mil homens da região Nordeste do Brasil viajaram para os seringais da região amazônica. Isto ocorreu sob os olhos do governo de Getúlio Vargas, após a assinatura dos “Acordos de Washington”, onde foram criadas condições para garantir o aumento do látex. Assim tomava forma o movimento conhecido como o Segundo Ciclo da Borracha.

    Dentro e fora do Brasil houve a criação de agências que viabilizaram o cumprimento dos acordos selados por Brasil e Estados Unidos da América (EUA). O Serviço Especial de Mobilização de Trabalhadores para a Amazônia (SEMTA)² foi responsável por selecionar e mobilizar os trabalhadores até Belém. De lá, ficavam sob a tutela da Superintendência de Abastecimento do Vale Amazônico (SAVA).

    Podemos compreender esse movimento como um esforço de guerra, envolvendo ações coordenadas que cruzam fronteiras nacionais, e tendo como atores principais os trabalhadores e os grupos governamentais. Junto a isso, ainda na década de 1930, Vargas tinha o interesse de ocupar os “espaços vazios” desta região do país.

    Abordaremos nesta coluna, algumas das formas de convencimento, para essas pessoas saírem de seu estado natal e migrarem para a região norte do país. Em período de guerra, o governo dava duas opções para os jovens aptos ao serviço militar: ir para a Europa onde iriam lutar na FEB (Força Expedicionária Brasileira) em trincheiras junto aos aliados contra a Itália fascista de Mussolini e Alemanha Nazista de Hitler. Ou como segunda opção, extrair látex nos seringais, onde segundo a SEMTA teriam salário alto, moradia, comida e o status de heróis, muitas vezes aproveitando a seca no Nordeste.

    Figura 02- Cartaz Rumo à Amazônia
    Fonte: SEMTA: Serviço Especial de Mobilização de Trabalhadores para a Amazônia – por J. P. Chabloz, 2022

    Mas apenas o discurso de enriquecer rápido na maioria das vezes não era o suficiente para atrair esses jovens. A produção de materiais impressos que retratavam o leite jorrando das seringueiras e presença de várias árvores produtoras próximas umas das outras eram utilizadas para retratar a vida fácil dessas pessoas nas colocações. Essas propagandas foram utilizadas como instrumentos de sedução dos nordestinos para a Amazônia, como retratado na série “Amazônia, de Galvez a Chico Mendes” logo na chegada aos seringais os trabalhadores se davam conta que haviam caído em uma mentira.

    A imagem foi retirada do livro: SEMTA: Serviço Especial de Mobilização de Trabalhadores para a Amazônia – por J. P. Chabloz. Esse livro reúne obras do artista plástico Jean-Pierre Chabloz, nascido na Suíça. E lá se casou com uma brasileira. Em 1940, fugindo da II Guerra Mundial na Europa, veio para o Brasil e ficou entre São Paulo e Rio de Janeiro até 1942, quando se mudou para o Ceará. Começou a trabalhar no SEMTA como propagandista, responsável por produzir as peças que facilitariam o recrutamento dos chamados “soldados da borracha”

    Figura 3 – Vida nova na Amazônia
    Fonte: SEMTA: Serviço Especial de Mobilização de Trabalhadores para a Amazônia – por J. P. Chabloz, 2022.

    Com promessas de uma nova vida e muito dinheiro nessas terras, quando estas pessoas desembarcavam dos navios e chegavam aos seringais, a realidade que enfrentavam era de isolamento, malária, doenças tropicais, ataques de animais e um regime de trabalho servil, resultando na morte de grande parte deles.

    Euclides da Cunha, em “À Margem da História” faz uma crítica ao sistema de aviamento, onde ele reitera que “O sertanejo emigrante realiza uma anomalia sobre a qual nunca é demasiado insistir: é o homem que trabalha para escravizar-se”.

    Após o fim da Segunda Guerra Mundial, esses trabalhadores foram abandonados pelo governo, sem dinheiro para voltar às terras de origem e sem o reconhecimento merecido amargaram nas décadas seguintes, perdendo as propriedades que trabalhavam, estigmatizados pela sociedade e poder público, foram enjeitados nessas terras, onde houve ocupações, enganados com melhorias de vida, vítimas de um sistema capitalista

    Sem nenhum auxílio do governo, estes trabalhadores saíram dos seringais onde trabalhavam rumo à cidade. Sem dinheiro, e na maioria das vezes com uma família para sustentar, ocuparam áreas desocupadas (na maioria das vezes perto do rio), o que causou um crescimento desordenado nas cidades acreanas, e outros problemas sociais, como a marginalização dessas pessoas. Problemas esses que ainda nos dias atuais ainda não foram resolvidos de forma total.

    Analisar esses aspectos passados, nos faz refletir em problemas atuais de nossa sociedade, os problemas irreparáveis causados pela vinda brusca dessas pessoas para um lugar com um clima completamente diferente dos seus lugares de origem.

    De acordo com a pesquisa de Moraes, “Os números o dizem: estima-se uma quantidade de quinze a vinte e cinco mil trabalhadores mortos no coração da floresta, vítimas das desumanas condições de trabalho a que foram submetidos, bem como da subnutrição, da malária e da febre amarela”5.  Esses dados revelam a trágica realidade enfrentada por milhares de trabalhadores, pais, filhos, sobrinhos, netos, pessoas humildes que enfrentaram situações desumanas que foram levados a trabalhar em condições extremas.

    _________

    Figura [1] SEMTA: Serviço Especial de Mobilização de Trabalhadores para a Amazônia – por J. P. Chabloz / Auricélia França de Souza Reis, Graciele Karine Siqueira, Thiago Nogueira de Freitas (organizadores). – Fortaleza: Mauc, 2022.

    Figura  [2] SEMTA: Serviço Especial de Mobilização de Trabalhadores para a Amazônia – por J. P. Chabloz / Auricélia França de Souza Reis, Graciele Karine Siqueira, Thiago Nogueira de Freitas (organizadores). – Fortaleza: Mauc, 2022.

    Figura  [3] SEMTA: Serviço Especial de Mobilização de Trabalhadores para a Amazônia – por J. P. Chabloz / Auricélia França de Souza Reis, Graciele Karine Siqueira, Thiago Nogueira de Freitas (organizadores). – Fortaleza: Mauc, 2022.

    Figura  [4] SEMTA: Serviço Especial de Mobilização de Trabalhadores para a Amazônia – por J. P. Chabloz / Auricélia França de Souza Reis, Graciele Karine Siqueira, Thiago Nogueira de Freitas (organizadores). – Fortaleza: Mauc, 2022.

    [1] MARTINELLO, Pedro. A Batalha da Borracha na Segunda Guerra Mundial. 2 ed. Rio Branco: Adufac, 2017.

    [2] MIRANDA, Gabriela Aves. Saúde e Doença na Batalha da Borracha. O serviço Especial de Mobilização dos Trabalhadores Para a Amazônia. (SEMTA) (1942-1944). Encontro Regional de História (ANPUH-Rio), 15° ofício do historiador: ensino e pesquisa. P. 1-14, 2012.

    [3] CUNHA, Euclides. À margem da História. São Paulo: Ed. Martin Claret, 2006.

    [4] ROCHA, Airton. A reinvenção e representação do seringueiro na cidade de Rio Branco- Acre (1971-1996). Dissertação (doutorado em História social) PUC- SP. São Paulo, 2006.

    [5] MORAES, Ana Carolina Albuquerque de. Jean-Pierre Chabloz e a campanha de mobilização de trabalhadores para a Amazônia (1943): cartaz e estudo preliminar em confronto. VI Encontro de História da Arte – UNICAMP. Campinas, 2010.

    Sara Thalita Monteiro Cordeiro–  Bacharelanda em História pela Universidade Federal do Acre (Ufac). Atua como bolsista do projeto Institucional “Diplomar é resistir: ações pedagógicas e institucionais pela permanência com êxito”. Atua como bolsista no Programa Institucional de Iniciação Científica (Pivic/Ufac), com a pesquisa intitulada: Devoção em patrimônio a Festa de Sebastião em Xapuri/ Acre: (1903 a 2023), participante do projeto intitulado: Discursos Eugênico Nas Amazônias. Membra do grupo de pesquisa ” Narrativas transfronteiriças: histórias, identidades, linguagens e culturas nas/das Amazônias”, integrante do grupo de pesquisa/ Estudo, história, Memória, Patrimônio- Ufac. Escritora  da coluna “Escavando História”, na Agazeta.Net.

    Sergio Emory Pereira Da Costa Ugalde – Bacharelando em História na Universidade Federal do Acre (Ufac). Bolsista do projeto de iniciação Científica: Devoção e patrimônio: a festa de são Sebastião em Xapuri, com vigência de 2024 a 2026. Membro do grupo de pesquisas “Narrativas transfronteiriças: histórias e identidades, linguagens e culturas nas amazonias.”

    Agazeta.Net

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