O nível do Rio Juruá voltou a subir e atingiu a cota de alerta em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, após fortes chuvas registradas nas regiões de cabeceira. Diante da situação, o Corpo de Bombeiros intensificou o monitoramento do manancial e acompanha a evolução do nível da água nos próximos dias.
Segundo as autoridades, a tendência é de elevação contínua do rio, o que mantém o alerta para possíveis alagações, especialmente em áreas ribeirinhas.
De acordo com informações apuradas no local, o Rio Juruá atingiu a marca de 11,80 metros, considerada a cota de alerta. O nível vem oscilando desde o início do ano, alternando períodos de vazante e cheia.
Nos últimos dias, o cenário voltou a preocupar após o registro de chuvas intensas nas regiões de nascente e afluentes do rio.
Segundo o comandante do Corpo de Bombeiros em Cruzeiro do Sul, major Josadac Cavalcante, o volume de chuva registrado na região do Alto Juruá é um dos principais fatores para a elevação do nível do rio.
“Nas últimas 24 horas, já foram mais de 100 milímetros de chuva na região do Alto Juruá, e o rio já teve uma subida de mais de quatro metros por lá”, explicou.
Ele destacou que esse volume de água deve impactar diretamente o nível do rio em Cruzeiro do Sul nos próximos dias.
“A tendência é que o Rio Juruá volte a subir devido a essa quantidade de chuva que caiu nas cabeceiras”, afirmou.
O Corpo de Bombeiros segue acompanhando o comportamento do rio desde municípios do Alto Juruá até Cruzeiro do Sul, buscando antecipar possíveis cenários de transbordamento.
“Continuamos fazendo esse monitoramento para identificar se essa água será suficiente para atingir a cota de transbordamento”, disse o major.
Até o momento, não há confirmação de que o rio ultrapassará o nível crítico, mas a situação segue em observação constante.
Moradores mais antigos da região lembram que, tradicionalmente, o período da Semana Santa costuma ser marcado por cheias, o que facilita a chegada de peixes ao leito principal do rio.
Apesar da expectativa, ainda não há confirmação de que o cenário se repetirá neste ano, diante das variações recentes no nível do rio.
Com informações de Glédisson Albano, para a TV Gazeta



