Os secretários municipais e estaduais que têm a intenção de concorrer a vagas nas Câmaras Municipais e Prefeituras precisam se desincompatibilizar dos cargos até essa sexta-feira (05). O prazo de desincompatibilização é fundamental para que os candidatos não corram o risco de perder o registro de candidatura.
Na Prefeitura de Rio Branco, até o momento, apenas três secretários têm autorização para se afastarem. O coordenador de Defesa Civil Municipal (Comdec), Cláudio Falcão, busca uma vaga na câmara, enquanto Joabe Lira, da pasta de cuidados com a cidade, e Sheila Andrade, da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), podem ser indicados para a vice na chapa do prefeito Tião Bocalom (PL).
No entanto, a disputa por essa vaga não será fácil, uma vez que Bocalon migrou para o PL, e o senador Márcio Bittar (União Brasil) pode escolher o próprio filho, João Paulo Bittar (Republicanos), como pré-candidato a vice.
Com o projeto de Bocalom de concorrer a deputado federal na próxima eleição, o vice atual poderá assumir a prefeitura, desde que seja reeleito. Segundo Bocalon, o PL se mostra como um dos partidos mais fortes nessa eleição, especialmente após a visita do ex-presidente Jair Bolsonaro na semana passada.
“O PL vai ser um dos partidos mais fortes nessa eleição, principalmente depois da visita do ex-presidente Jair Bolsonaro na semana passada. Nós temos reuniões ao longo desta semana, a gente está decidindo, na realidade, quais os partidos a gente tem certeza que vai estar junto com a gente, porque até o dia 05 tem que saber quem são os partidos para saber onde vão cada um dos candidatos”, esclarece o prefeito.
Em entrevista, Tião Bocalom destacou que o PL tem sido bastante procurado por vereadores de Rio Branco em busca da reeleição. No entanto, a sigla enfrenta um problema de excesso de interessados, já que o partido pode ter até quatro vagas na câmara, enquanto seis vereadores demonstraram interesse em se filiar ao PL.
Entre os vereadores, João Marcus Luz (PL) e Raimundo Neném (PSB) já se filiaram no ano passado, e o movimento de migração de partidos pode deixar outras legendas desfalcadas na Câmara, como PSB, PDT e PSDB, que correm o risco de perder os representantes.
Matéria em vídeo produzida pelo repórter Adailson Oliveira para a TV Gazeta

