O senador pelo Acre Márcio Bittar (PL) anunciou nesta terça-feira (20), por meio de um vídeo publicado em suas redes sociais, que irá se juntar à chamada “caminhada pela liberdade”, mobilização organizada por parlamentares e apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na publicação, Bittar afirmou que está “somando forças” ao ato, que prevê um percurso entre cidades de Minas Gerais e Brasília.
“Estou somando forças na caminhada pela liberdade e anistia. Serão 200 km entre Minas e Brasília, que demonstram a resistência do povo brasileiro diante da tirania”, declarou o senador.
Em outro trecho do vídeo, Márcio Bittar disse que cancelou compromissos pessoais durante o recesso parlamentar para participar da mobilização.
“Do Acre, em nome do Brasil, eu cancelei as minhas viagens nesse mês de janeiro do recesso para participar com o deputado Nikolas Ferreira e vários outros colegas numa caminhada ao longo de 200 km em nome da liberdade dos presos políticos do Brasil”, afirmou.
Segundo o senador, o ato tem como objetivo defender a anistia do ex-presidente Jair Bolsonaro e de pessoas presas em decorrência dos atos de 8 de janeiro, que ele classificou como “presos políticos”.
Bittar também afirmou que pretende levar simbolicamente à mobilização a representação do Acre.
“Lá do Acre, a terra que é Brasil, por muita luta eu trago a esperança e a bravura do povo acreano para nos somar a outros parlamentares políticos do Brasil inteiro nessa luta que só terá fim quando conseguirmos a anistia”, disse, convidando seguidores a acompanhar o percurso.
A mobilização foi iniciada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), acompanhado de outros políticos e apoiadores, com saída de Paracatu (MG) em direção a Brasília. O percurso, de aproximadamente 240 quilômetros, deve ser concluído em cerca de sete dias, com previsão de chegada à capital federal no próximo domingo.
Nas redes sociais, Nikolas Ferreira definiu o ato como uma “caminhada pela liberdade e justiça”. O deputado comparou a mobilização à marcha organizada pelo Movimento Brasil Livre (MBL) em 2016, durante o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, e afirmou que o objetivo é “romper o silêncio” diante do que classifica como arbitrariedades judiciais e escândalos do governo.



