Por Aniely Cordeiro
Com capacidade para cerca de 50 pessoas, um abrigo para imigrantes em Rio Branco já chegou a acolher aproximadamente 70, evidenciando a superlotação que se tornou um dos principais desafios da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SASDH). Segundo o secretário da pasta, João Marcos Luz, a capital recebe cerca de R$ 740 mil por semestre do governo federal, porém o valor referente ao segundo semestre de 2025 ainda não foi repassado.
A maioria dos imigrantes acolhidos em Rio Branco é de nacionalidade venezuelana, conforme informou o diretor da SASDH, Ivan Ferreira. Recentemente, cerca de 20 imigrantes permaneceram na rodoviária da capital e, segundo o secretário João Marcos Luz, durante esse período a secretaria garantiu alimentação, com café da manhã, almoço e jantar, além de articular o uso dos banheiros do local.
“São pessoas que foram expulsas de seus países por crises políticas e perseguições. São várias histórias, pessoas muito tristes, e que precisam de apoio”, afirmou o secretário municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, João Marcos Luz.

Assistência social
De acordo com o secretário, os imigrantes foram posteriormente encaminhados para outros estados, como Porto Velho, e não permaneceram em situação de rua. Somente em 2025, aproximadamente 654 imigrantes passaram por Rio Branco.
Além disso, a Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos realiza monitoramento diário da entrada de imigrantes pela fronteira, especialmente pelo município de Assis Brasil, com o objetivo de antecipar possíveis cenários de aumento na demanda.
Caso haja novo crescimento no fluxo migratório, a secretaria avalia a ativação de um comitê de crise, com apoio do Governo do Estado e do Governo Federal.
O que acontece com os imigrantes
O processo de regularização dos imigrantes acolhidos em Rio Branco inclui a inscrição no Cadastro Único, acesso ao Bolsa Família e a elaboração de currículos, que são encaminhados para empresas. Segundo João Marcos, muitos dos imigrantes possuem qualificação em cursos superiores.
“Oferecemos atendimento social, psicológico e de saúde. Quando conseguem o primeiro salário, deixam a casa de acolhimento e o auxílio é encerrado, mas todo o suporte necessário é garantido durante esse processo”, afirmou.



