“Renovação” precisa transpor emendas
Das oito vagas na bancada federal, três são do Partido dos Trabalhadores. O PMDB duas, com Jéssica Sales e Flaviano Melo. O PSB emplacou César Messias como representante dos socialistas no Parlamento Federal. O PSDB volta na próxima legislatura com um parlamentar. O PRB conquista a primeira cadeira na Câmara Federal pelo Acre com o jornalista Alan Rick.
Do ponto de vista da forma (em bom português: na aparência), a renovação pautou a vontade do eleitor na bancada federal. Dois oito parlamentares, apenas dois foram reeleitos (Sibá Machado, do PT, e Flaviano Melo, do PMDB).
As caras novas do Acre em Brasília, de fato, são duas apenas. Jéssica Sales (PMDB) e Alan Rick (PRB). Pelo que apresentaram nos programas, nenhum deles tem propostas inovadoras. Não há rompimento com modelos de desenvolvimento ou propostas que apresentem novas formas de organização social.
Os demais eleitos: Angelim, César Messias, Wherles Rocha e Leo de Brito já estão na cena política há algum tempo e são conhecidos dos eleitores.
A eleição da jovem médica Jéssica Sales chama atenção pelo que simboliza. A óbvia demonstração de força do pai de Jéssica, o prefeito de Cruzeiro do Sul, Vagner Sales, o credencia a disputar a uma possível vaga ao Senado em 2018, quando duas vagas estarão em disputa. É uma possibilidade que não pode ser desprezada.
O desafio dessa nova legislatura na Câmara é transformar o acúmulo de debates e discussões em formulação de leis. Faz muito tempo que parlamentares do Acre se limitam a adotar a postura de “disputa de liberação de emendas”.
Esse formato transforma o deputado federal em uma espécie de “vereador federal”, preocupado com “as bases eleitorais”, liberando emendas para construção de praças, compras de motores, máquinas de costura, roçadeiras. Enquanto isso, as questões importantes para a Economia e Inclusão Social ficam em segundo plano.



