Asfury deve conduzir política habitacional
O deputado estadual Jamyl Asfury (PEN) deve assumir a Secretaria de Estado de Habitação. O parlamentar não conseguiu se reeleger apesar dos mais de cinco mil votos conquistados na última eleição.
Havia uma intensa articulação feita pelo próprio gabinete do governador para que um dos cinco deputados petistas eleitos abrisse mão do mandato para que Asfury assumisse uma cadeira no parlamento.
O próprio governador assumiu as conversas e articulações. As possibilidades de que essa estratégia tivesse êxito estavam depositadas sobretudo em Daniel Zen e Lourival Marques, uma vez que Ney Amorim vai assumir a presidência da Aleac, Leila Galvão e Jonas foram sempre contundentes em não ceder.
Nem Zen e nem Lourival cederam. Convenceram o governador Tião Viana de que “não havia lógica em abrir mão do mandato”. Torcendo e fazendo figa no paralelo, estava Ermício Sena e a direção do PT, que viam em silenciosa obediência a seção de poder quase se concretizando.
Mas, Viana, talvez por ter sido forjado na vida parlamentar, aceitou os argumentos, embora tivesse autoridade política para exigir o contrário. Resultado: Asfury compõe uma pasta que é uma vitrine especial do Governo do Acre na gestão de Tião Viana.
Foi um bom negócio. Asfury exigia demais ao querer que o regimento interno do parlamento fosse mudado para que ele, além de assumir pela suplência, sentasse também em uma cadeira da Mesa Diretora.
Do ponto de vista técnico, a política de Habitação passará a ser conduzida por uma pessoa que tem pouca intimidade com a lida diária da engenharia, apesar de ser formado na área: é funcionário de carreira da Polícia Federal. Até segunda-feira, quando o governador deve anunciar oficialmente os ajustes na equipe, muita coisa pode mudar. Mas, por enquanto, a Sehab passará a ser de responsabilidade de um funcionário da Polícia Federal que não se reelegeu.



