Orçamento para ano que vem será de R$ 29,1 milhões
Na peça orçamentária aprovada pela Assembleia Legislativa, o Governo do Acre destinará R$ 29,1 milhões. Para exagerar na exatidão, serão R$ 29.159.256,24. Até o Detran tem orçamento maior, aprovado em R$ 42,3 milhões.
O nome de Emylson Farias pode ser um alento pelo que ele já demonstrou ser capaz desde a gestão de Binho Marques. Reestruturou a Polícia Civil, com apoio do então governador; formulou as bases para que a Diretoria de Polícia Civil passasse a ser uma Secretaria de Estado; realizou concurso público; vem renovando o quadro de agentes com pessoas melhor qualificadas.
Agora, a responsabilidade é outra. Farias vai ter que alinhavar as forças de Segurança que o atual secretário Reni Graebner não teve liderança para fazer. Deixa em seu lugar o jovem delegado Portela, um quadro de afinidade.
Verdade seja dita, Graebner teve um caixa ainda mais pobre do que Farias o terá. Em 2014, tinha R$ 22,2 milhões para tratar da Segurança Pública no Acre. Não é um montante que oferece tranquilidade a ninguém.
Na Polícia Militar, Emylson Farias terá o Coronel Júlio César dos Santos. Não é um homem de gestão. É um militar forjado na linha de frente de missões policiais. Já foi do comando em Cruzeiro do Sul e transita com intimidade por todos os níveis das tropas.
Só há um problema: Júlio César possui uma fidelidade cega por Tião Viana. Isso, para um gestor, nem sempre é bom. Em alguns momentos, é preciso contrariar o chefe para ajudá-lo. Dificilmente, Júlio César o fará.
Outro detalhe: descobriu-se, a duras penas, que o tratamento policialesco do Enafron foi muito menos eficaz que o Pronasci. Com uma ressalva: o cenário econômico de 2015 se desenha ruim. E isso tem uma repercussão imediata e direta nos índices de criminalidade. Sem perspectiva de capacidade de investimento em Segurança Pública, o contexto não permite otimismo.



