O ex-prefeito de Rio Branco e pré-candidato ao governo do Acre pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Tião Bocalom, voltou a defender investimentos em infraestrutura viária no estado e afirmou que a abertura de estradas em áreas indígenas e regiões isoladas é necessária para garantir dignidade e acesso a serviços básicos.
Durante entrevista ao programa Gazeta Entrevista, Bocalom usou a realidade das comunidades indígenas como principal argumento para sustentar sua defesa da expansão da malha viária no Acre.
“O índio hoje não quer mais ficar lá no mato só comendo bicho. O índio hoje quer internet, quer televisão. O índio hoje sabe que, se alguém ficar doente dentro da tribo e tiver uma estrada, ele pode salvar a vida do irmão dele”, declarou.
Na avaliação do pré-candidato, a ausência de estradas compromete o atendimento de saúde e o deslocamento em regiões de difícil acesso, especialmente em áreas mais afastadas dos centros urbanos.
Bocalom também falou sobre comunidades isoladas e afirmou que o debate sobre infraestrutura precisa ser enfrentado com mais firmeza.
“Precisa abrir estrada no meio de área indígena? Vai abrir. Precisa abrir no meio de reserva? Vai abrir. Porque vai salvar vidas. Inclusive os indígenas querem”, afirmou.
Ao defender a proposta, ele argumentou que o desenvolvimento da infraestrutura deve caminhar junto com a preservação ambiental, mas sem impedir o acesso da população a serviços essenciais.
O ex-prefeito também apresentou sua visão técnica sobre como resolver os problemas históricos das rodovias acreanas, especialmente em relação à durabilidade das obras.
Segundo ele, a solução está na adoção de um modelo de pavimentação em concreto armado, em vez de métodos considerados menos resistentes.
“Eu defendo concreto de 20 centímetros, como se faz nos Estados Unidos. Coloca ferro, concreto armado e faz. Isso dura 100 anos”, afirmou.
Bocalom criticou alternativas como o macadame e o uso de rachão, classificando esses métodos como caros e pouco eficientes a longo prazo.
Para ele, o investimento em infraestrutura robusta é essencial para integrar regiões, facilitar o escoamento da produção e garantir mobilidade permanente para comunidades rurais e indígenas.
As declarações ocorrem em meio às discussões sobre mobilidade, logística e desenvolvimento regional, temas que devem ganhar ainda mais espaço no debate político no Acre com a aproximação do período eleitoral.



