Por Inayme Lobo para o Agazeta.net
O senador federal pelo Acre, Marcio Bittar (União), votou contra a indicação do então ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, para o Supremo Tribunal Federal (STF). O plenário do Senado aprovou o nome de Dino na quarta-feira (13), com 47 votos favoráveis, 31 contrários e duas abstenções.
Em entrevista no programa Gazeta Entrevista, realizada nessa segunda-feira (18), o senador explicou o motivo de ter votado contra a indicação de Flávio Dino. Segundo ele, o presidente Lula (PT) escolheu apostar na guerra, pois a escolha foi totalmente ideológica.
“Eu votei contra a indicação, porque o sistema que nós temos é a democracia, o estado de direito, o direito à propriedade privada, liberdade de imprensa, ele é contra. O comunista quer outro sistema, ele não quer a democracia, ele quer o comunismo. Então, como vou concordar em colocar um cara que é comunista para defender uma constituição que não tem nada a ver com o comunismo?”, destaca Bittar.
Após ser questionado sobre a ideologia de outros ministros do STF para as decisões da corte, o senador afirma que Dino não vai abandonar a ideologia que tem no STF e utilizou o exemplo do marco temporal que está em discussão.
“Vai ser votado, agora que a Guajajara perdeu no Congresso. Nós derrubamos o veto do presidente, mas isso não adianta, ela vai no Supremo Tribunal Federal para discutir o marco temporal. Eles não querem limite, eles querem acabar com a propriedade privada no Brasil, isso tem fundo ideológico, os comunistas são contra o direito à propriedade privada, nós somos a favor”, argumenta.
De acordo com Bittar, horas após a divulgação da indicação de Flávio Dino para o STF, o seu primeiro ato foi ir às redes sociais manifestar sua insatisfação e deixar claro que não votaria em Dino. Afirmou ainda que não carrega o pecado de ter votado a favor.
“Esse é um pecado que eu não vou carregar na vida. Eu não sou perfeito, tenho erros e tudo mais, agora este pecado de ter ajudado a colocar um comunista no Supremo Tribunal Federal eu não vou carregar comigo”, comenta.
O Senador falou ainda sobre a importância dos indígenas poderem explorar as reservas para extrair minérios. Utilizou o exemplo das terras Yanomami, que equivalem ao território de Portugal. Segundo ele, a reserva não tem estrada e é rica em Nióbio.
Estagiária supervisionada por Gisele Almeida

