A exoneração do ex-presidente do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen), Alexandre Nascimento, e as denúncias de assédio moral contra servidoras do Instituto têm gerado repercussão e pressão na Assembleia Legislativa do estado (Aleac).
A saída de Nascimento, formalizada em edição extra do Diário Oficial do Estado (DOE), foi seguida pela nomeação de Marcos Franque Costa e Silva para responder interinamente pelo Iapen, após uma série de acusações feitas por policiais penais.
Nomeado em agosto do ano passado, Nascimento permaneceu apenas nove meses à frente do Iapen, após denúncias que culminaram na exoneração. Apesar de ter sido convidado a prestar esclarecimentos na Aleac, Nascimento não compareceu à reunião da Comissão de Segurança Pública, o que levantou especulações sobre a saída estratégica.
A deputada Michelle Melo (PDT), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Aleac, destacou a insustentabilidade da situação de Nascimento e acredita que a exoneração foi necessária e estratégica. Ela enfatizou a importância de esclarecimentos sobre as denúncias de assédio moral e espera que mesmo afastado do cargo, o ex-presidente vá prestar explicações na Assembleia.
“Falando aqui para a nossa população bem transparente, eu acredito que houve uma manobra dele em escapar da Assembleia Legislativa, em prestar esses esclarecimentos e quando ele faz isso ele expõe o governo, porque ele seria convocado, chamado na Assembleia Legislativa e eu tenho certeza que o governo deve ter convidado o presidente a sair, a deixar a cadeira para que outro pudesse vir a fazer o trabalho”, comenta a deputada.
Melo, que se envolveu ativamente no caso e acompanhou as denúncias das policiais penais, ressaltou a importância da transparência e responsabilidade na investigação do ocorrido. Ela protocolou um requerimento para a convocação de Nascimento, apesar de ter sido inicialmente rejeitado, e reforçou a necessidade de que o ex-presidente responda pelas acusações.
“Ele foi convidado como presidente do Iapen, e eu acredito que ele deve sim comparecer à Assembleia Legislativa para prestar os esclarecimentos. As vítimas, as denunciantes, foram até o Poder Legislativo denunciando e pedindo apoio. Agora a gente não pode se esquivar da responsabilidade de trazer a verdade à tona. Então, para mim, a convocação continua, ele é servidor público, ele foi gestor público, ele tem que responder por aquilo que ele fez”, conclui.
A parlamentar destacou a importância de trazer a verdade à tona e garantir que as denúncias sejam devidamente investigadas. Ela ressaltou a responsabilidade de Nascimento de prestar esclarecimentos e responder pelas acusações, em consideração a condição de servidor público e gestor do Instituto Penitenciário. A convocação de Nascimento para prestar depoimento na Aleac permanece como uma questão essencial para esclarecer os fatos e garantir a justiça no caso.
Matéria produzida em vídeo pela repórter Débora Ribeiro para a TV Gazeta



