De acordo com o relatório do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o Acre registrou mais de 500 ocorrências de estupro de vulnerável e ocupa a quinta posição entre os estados da região Norte com maiores taxas do crime.
A delegada titular do Delegacia de Atendimento à Criança e ao Adolescente Vítima (Decav), Carla Fabíola, conta que os números acendem o alerta para violência sexual, mas a quantidade de denúncias contribui para a prisão dos predadores sexuais.
“Muitos casos chegam através das escolas e através de denúncias que são feitas por pessoas próximas. Inclusive o aumento do ‘disque 100’, que é uma denúncia anônima, tem aumentado e também tem nos ajudado a ter um andamento do procedimento, das investigações e a indiciamento do investigado”, afirmou.
Segundo a delegada, muitas vítimas sentem receio em denunciar o crime, o que gera as chamadas “cifras negras”: casos que ocorrem mas que não são oficialmente registrado pela Justiça e não entram para as estatísticas. Essa situação ocasiona na subnotificação do crime e os criminosos não são punidos.
Em 2025 foi aprovada uma lei para o aumento da pena para o crime de estupro de vulnerável. A punição vai de 10 a 18 anos de reclusão e, em casos que ocasionam a morte da vítima, a pena pode chegar a 40 anos.
O serviço ‘Disque 100’ continua sendo uma das principais portas de entrada para denúncias de violência contra crianças e adolescentes. A central funciona 24 horas, recebe relatos anônimos e encaminha imediatamente as informações aos órgãos competentes, facilitando investigações e agilizando a proteção das vítimas.
Com informações do repórter João Cardoso e editado pelo site agazeta.net.



