Os primeiros meses de 2026 acenderam um sinal de alerta para a violência no trânsito em Rio Branco e em todo o Acre. Embora os números estejam abaixo dos registrados em anos anteriores, os acidentes continuam deixando vítimas fatais e evidenciando um cenário preocupante.
Dados da Polícia Civil do Acre mostram que os primeiros 90 dias do ano registraram seis mortes no trânsito apenas na capital acreana. Segundo o Batalhão de Policiamento de Trânsito (BPTran), a maioria dos casos tem como principal fator a imprudência.
O primeiro caso ocorreu em janeiro, quando Paulo Henrique Soares da Silva, de 21 anos, morreu após perder o controle do veículo e colidir contra uma árvore na rotatória da Avenida Amadeu Barbosa. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência chegaram a prestar socorro, mas o jovem não resistiu. A polícia aponta suspeita de embriaguez.
A segunda vítima foi Eliezer Clemente dos Santos, de 65 anos, que conduzia uma motocicleta quando colidiu com uma caminhonete na Via Chico Mendes. Segundo informações, ambos os condutores perderam o controle.
Em fevereiro, o pastor evangélico Leonildo Ferreira de Souza, de 65 anos, morreu após ser atropelado por um motociclista na estrada do Calafate, quando saía de uma igreja.
Já em março, uma colisão entre duas motocicletas no bairro Taquari matou Raimundo Paiva de Araújo, de 39 anos, e Charles Silva Marinho, de 51.
Outra morte que entrou para as estatísticas foi a de Rizomar Nascimento de Almeida, atropelado por uma carreta no bairro Bahia Velha no dia do próprio aniversário, em 23 de março.
Quase 800 sinistros no Acre
Em todo o estado, o cenário também preocupa. Dados do Departamento Estadual de Trânsito do Acre (Detran-AC) apontam o registro de 795 sinistros entre janeiro e março deste ano.

Apesar dos números, o BPTran afirma que tem intensificado operações para reduzir os índices de acidentes e mortes.
“Infelizmente tivemos esses seis óbitos no primeiro trimestre, mas o BPTran vem desenvolvendo ações com praticamente 12 operações semanais visando a segurança no trânsito”, informou a corporação.
Além da fiscalização, a polícia destaca o trabalho educativo realizado durante as abordagens.
“O BPTran durante as fiscalizações não atua somente visando a infração, mas principalmente para educar e salvar vidas”, reforçou.
Segundo os órgãos de trânsito, excesso de velocidade, direção sob efeito de álcool, desatenção e desrespeito às leis de circulação seguem entre os principais fatores que levam aos acidentes.
A avaliação das autoridades é de que grande parte dessas mortes poderia ter sido evitada com mais responsabilidade no trânsito.
Com informações do repórter João Cardoso, para a TV Gazeta.



