Após o atentado registrado no Instituto São José, em Rio Branco, na última terça-feira (05), o Sindicato dos Vigilantes do Acre (SINDEESVTAC) denunciou a falta de segurança nas escolas públicas e cobrou a presença de vigilantes armados e detectores de metal nas unidades de ensino. A manifestação ocorreu após um adolescente de 13 anos entrar armado na escola e atirar contra funcionários.
O presidente do sindicato, Nonato Santos, afirmou que a ausência de vigilância armada contribui para episódios de violência dentro das escolas. Segundo ele, o poder público precisa adotar medidas imediatas para reforçar a segurança dos estudantes e servidores.
“Coloque seguranças armados dentro das escolas. Proteja seus filhos. Proteja nossos filhos. O futuro da nação. Infelizmente, aconteceu esse ato terrorista. Até quando o governo vai deixar o sangue desses inocentes? Até quando, governo?”, declarou.

De acordo com o sindicato, a retirada dos vigilantes armados das escolas começou em 2023. Desde então, segundo a entidade, os profissionais foram substituídos por câmeras de monitoramento e, nas unidades onde ainda existe vigilância, os agentes atuam apenas no período noturno.
O presidente do sindicato disse ainda que a entidade já realizou reuniões com o poder público para tratar da segurança nas unidades de ensino. Segundo ele, falta planejamento voltado à proteção de estudantes e servidores.
“A gente já teve várias reuniões com o Poder Público explicando a situação. Não tem um planejamento de segurança para esses servidores, para os alunos. Não tem um planejamento de segurança. Chame uma equipe de segurança privada, junte com a segurança pública, vamos se unir todo mundo. Mas não deixe que aconteça esse fato novamente”, declarou.
O sindicato também voltou a cobrar o cumprimento da lei estadual que determina a instalação de detectores de metal nas entradas das escolas públicas e privadas. A norma foi sancionada em 12 de julho de 2023 pelo então governador Gladson Cameli e previa prazo de 180 dias para adequação das unidades.
Quase três anos após a sanção da lei, nenhuma unidade escolar do Acre conta com detector de metal instalado. Enquanto isso, deputados estaduais e vereadores de Rio Branco, afirmando que os parlamentares deixaram de cobrar a execução da medida mesmo após o atentado.
Matéria produzida pelo repórter Adailson Oliveira e editada pelo site Agazeta.net.



