Um ataque a tiros registrado na tarde desta terça-feira (05) dentro do Instituto São José, em Rio Branco, terminou com duas pessoas mortas e mobilizou equipes de emergência e forças de segurança.
De acordo com informações preliminares repassadas pelas autoridades, o autor dos disparos seria supostamente um adolescente de 13 anos, aluno da própria instituição de ensino. As circunstâncias do caso, no entanto, ainda serão apuradas oficialmente pela polícia.
O diretor médico do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, Manoel Neto, informou que quatro ambulâncias foram mobilizadas para atender a ocorrência, incluindo equipes de suporte avançado e básico.
Segundo ele, ao chegarem ao local, os socorristas encontraram um cenário grave, com múltiplas vítimas atingidas por disparos de arma de fogo.
“Tivemos quatro equipes envolvidas, com duas avançadas e duas básicas, para fazer os atendimentos e a triagem inicial”, explicou.
O médico confirmou que duas vítimas morreram ainda no local. Conforme o relato, os ferimentos atingiram diferentes partes do corpo.
“São vários disparos, no rosto, no tórax, no abdômen, no glúteo e na perna”, disse.
Questionado sobre a dinâmica do caso, Manoel Neto evitou fazer afirmações conclusivas e ressaltou que caberá às investigações esclarecer o ocorrido.
Já o tenente-coronel Felipe Russo confirmou que a arma utilizada na ação foi uma pistola calibre .380, da marca Taurus, que foi apreendida e isolada para os trabalhos periciais.
Segundo o oficial, o adolescente apontado como autor seria aluno regular da escola.
“A informação que temos é que ele é aluno atual da escola, tem 13 anos. A arma já está sob isolamento para o trabalho da perícia”, afirmou.
Além disso, a Polícia Militar localizou o padrasto do jovem, identificado como advogado e suposto dono do armamento. Ele foi conduzido à delegacia para depor, assim como os demais envolvidos que possam ter relação com o caso.

O ataque ocorreu em um corredor da unidade de ensino, segundo informações iniciais. Ainda não há confirmação oficial sobre a motivação do crime, nem sobre como o adolescente teve acesso à arma.
Informações extraoficiais apontam que o jovem teria levado carregadores adicionais para a escola, mas esse detalhe ainda não foi confirmado pelas autoridades e deverá ser apurado durante a investigação.
A área foi isolada para o trabalho da perícia técnica, e o caso será investigado pela Polícia Civil do Acre, que deve esclarecer a dinâmica do ataque, a origem da arma e eventuais responsabilidades.



