O Ministério Público do Acre(MPAC) denunciou o motorista envolvido na morte do árbitro acreano Ruan Rhiler Rodrigue Santos, de 23 anos, e pediu que ele responda por homicídio doloso perante o Tribunal do Júri. O acidente aconteceu em novembro do ano passado, no km 18 da AC-10, estrada de Porto Acre.
Ruan pilotava uma motocicleta quandobateu de frente com uma caminhonete.Segundo a denúncia do MP, o motorista teria invadido a contramão para evitar um trecho sem pavimentação da rodovia.
De acordo com o órgão, mesmo percebendo a aproximação da motocicleta, o condutor continuou na pista contrária, provocando a colisão frontal. Após o acidente, ele permaneceu no local e realizou o teste do bafômetro, que apresentou resultado negativo para consumo de álcool.
Ruan pilotava uma motocicleta quando bateu de frente com uma caminhonete.
O pai de Ruan, o advogado Fábio Santos, comentou sobre o andamento do caso e criticou a condução inicial das investigações.
“Tem seis meses e dez dias que o meu filho foi assassinado no trânsito. E na última sexta-feira (15) é que teve a denúncia por homicídio doloso, que é quando há intenção de matar no trânsito. Ocorre que o MP também teve que fazer um trabalho de aprimoramento das investigações, porque o caso do meu filho, como muitos casos, ele não foi dado a devida atenção pela Polícia Civil”, afirmou.
O pai de Ruan, o advogado Fábio Santos, comentou sobre o andamento do caso e criticou a condução inicial das investigações
Fábio também falou sobre a dor da perda do filho e sobre a expectativa de responsabilização dos envolvidos.
“Meu coração, ele sangra todos os dias. Ele era meu sócio no meu escritório de advocacia, meu sócio na área rural, era meu amigo, meu irmão na arbitragem, mas isso não vai trazer ele de volta. Mas traz, pelo menos, um calento para a família. Para saber que as pessoas que produziram a morte de um jovem de 23 anos não vão estar na praia amanhã, como já tiveram depois da morte do meu filho”, declarou.
Além do pedido para que o caso seja levado à júri popular, o Ministério Público também solicitou o pagamento de indenização mínima equivalente a 10 salários mínimos para a família de Ruan.
Créditos: Matéria em vídeo produzida pela repórter Arielly Casas para a TV Gazeta e editada pelo site Agazeta.net
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