Djavanderson de Oliveira Araújo, de 20 anos, acusado pela morte da acreana Juliana Valdivino da Silva, de 18 anos, foi condenado a 29 anos e três meses de prisão pelo crime de feminicídio. O resultado do júri popular saiu nesta terça-feira (26), em Paranatinga, município próximo a Cuiabá, onde o crime ocorreu. O julgamento durou mais de 15 horas.
O crime aconteceu no dia 9 de setembro de 2024. Segundo as investigações, Djavanderson não aceitava o fim do relacionamento com Juliana. A jovem foi queimada viva e sofreu ferimentos em 90% do corpo. Após ficar internada por 15 dias, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital.
Além do feminicídio, Djavanderson também foi condenado pelos crimes de perseguição, conhecido como stalking, e violência psicológica contra a vítima.
Após o resultado do julgamento, a mãe de Juliana se pronunciou sobre a condenação e a dor causada pela perda da filha. Ela afirmou que a sentença não é suficiente diante da forma como o crime aconteceu.
“A pena é justa para uma vida que foi ceifada de uma maneira cruel? Não, não foi. Não foi justa. Mas foi feito o que a Justiça acha que deve ser feito”, disse.
Na sequência, ela também citou a possibilidade de redução da pena por benefícios previstos na legislação e afirmou que a condenação não ameniza o sofrimento da família.
“Infelizmente, se ele passasse os 29 anos lá, a gente ainda ficaria quieta. Mas a gente sabe que a Justiça não vai deixar ele lá 29 anos, porque tem os benefícios. Aliviar a dor? Não, não vai aliviar. Nunca vai aliviar. Nada do que for feito vai aliviar a dor”, afirmou.
A mãe de Juliana relatou as dificuldades enfrentadas pela família desde a morte da jovem e disse que a rotina mudou completamente após o crime.
“Seguir a vida dói. Trabalhar e saber que ela não está mais presente, dói. As lembranças da vida dela, completamente, todos os momentos. Nada do que foi feito vai aliviar a dor, vai aliviar o sofrimento”, declarou.
Ela também relembrou características da filha e disse que Juliana era admirada pela coragem e pela forma como lidava com a vida.
“A Juliana era a filha que encarava tudo, a filha que estava sempre à disposição, alegre, brincalhona, interagia com todos. Eu defino a minha filha como uma menina corajosa”, disse.

Ver esta publicação no Instagram



