O Dia dos Namorados, tradicionalmente associado a casais e declarações românticas, vem ganhando novos significados. Se para Arnaldo Jabor o amor pode ser traduzido em palavras como “livro”, “prosa” ou “teorema”, e para Tom Jobim “é impossível ser feliz sozinho”, hoje muitas pessoas descobrem que o amor também pode ser sobre liberdade, plenitude, autocuidado e a tão falada solitude.
Em tempos em que o amor-próprio é cada vez mais valorizado, o 12 de Junho deixa de ser apenas uma data para celebrar relacionamentos e passa a ser também um momento de reconhecer a própria história, conquistas e escolhas.
A empresária Midiã Brito compartilha uma perspectiva inspiradora sobre viver o Dia dos Namorados sem estar em um relacionamento. Divorciada, para ela, estar solteira não significa ausência de felicidade. “Eu não estou esperando alguém para completar a minha vida. Estou vivendo uma vida completa, e se alguém chegar, será para compartilhar essa felicidade”.

Ela enxerga a data com tranquilidade, celebrando sua vida, seus filhos, seu neto, trabalho e projetos. Se o amor chegar, será para somar, mas nunca como condição para se sentir realizada.
Midiã lembra que, quando mais jovem, sentiu a pressão da sociedade para estar acompanhada. Com o tempo, percebeu que a ideia de que uma mulher só é completa em um relacionamento é um mito. Hoje, ela se sente segura e não busca atender expectativas externas.
Essa postura reflete um movimento crescente: mulheres que escolhem a própria paz e liberdade em vez de permanecer em relações que não lhes fazem bem. Como ela mesma afirma, “a solidão dentro de um relacionamento pode ser muito mais dolorosa do que estar solteira”.
Estar solteira, segundo Midiã, trouxe oportunidades de reconexão consigo mesma. Seja com investimentos em sonhos e crescimento pessoal, seja com o aprender a ser feliz com a própria companhia e aproveitar o que há de mais importante na vida: a celebração plena da existência.

Para Midiã, o amor-próprio se celebra todos os dias, inclusive no Dia dos Namorados. Isso significa cuidar de si, estar perto das pessoas queridas, praticar gratidão e autocuidado. Ela reforça que o amor não se limita ao relacionamento romântico; ele também é família, amizade e respeito por si mesma.
A entrevistada deixa um recado poderoso para outras mulheres: nunca aceitar menos do que se merece por medo da solidão. Estar solteira não é um problema a ser resolvido, mas sim uma escolha legítima de liberdade e felicidade. “Um relacionamento deve trazer paz, parceria, respeito e felicidade. O verdadeiro problema é permanecer em uma relação que apaga quem você é”, finalizou.



