Início dos debates acontece nesta quinta na Adufac
Professores da Ufac decidem nesta quinta-feira (24) se entram ou não em uma nova greve. Desta vez, se os docentes aprovarem o indicativo de greve, o movimento não será por melhores salários e sim contra medidas do governo que afetam a educação.
De todas as universidades federais do país, 27 já estão em greve e 23, entre elas a Ufac, apresentam indicativo. Ou seja, a Associação dos docentes da Ufac, (Adufac) é favorável à greve, mas cabe aos professores em assembleia, decidir se aderem ou não ao movimento.
“A Assembleia acontece nesta quinta às 9 horas no nosso auditório da nossa associação, e aí vamos encaminhar o que a categoria decidir”, disse o presidente da Adufac, Sávio Maia.
Se a greve se confirmar, segundo o presidente da Adufac as reivindicações não serão por melhorias de condições de trabalho ou salários e sim, por posicionamento político. As universidades que entraram em greve protestam contra a PEC 55, que limita os gastos públicos.
“Obviamente já ouvi professores que defendem os efeitos da PEC 55, mas há muitos que defendem que ela vai trazer prejuízos para a universidade pública, para a saúde, a previdência social, por que o plano de ajuste é pra 20 anos. A gente não entende como um governo que não 20 anos de mandato quer fazer um plano pra 20 anos e inclusive sem legitimidade e um referendo popular”, explica.
Outro ponto que muitos docentes contestam é a Medida Provisória que reformula o Ensino Médio no país. “O governo acha de fazer uma mudança estrutural do ensino através de uma Medida Provisória. Eu acho que no mínimo tinha que apresentar um projeto de lei, colocar para o debate com a sociedade e ela dizer que tipo de mudança quer para o ensino médio e o ensino fundamental brasileiro”, argumenta.
Se na assembleia geral desta quinta-feira, os professores decidirem pela greve, a paralisação só começa a partir da semana que vem. A reitoria da Universidade precisa ser comunicada num prazo de até 72 horas.



