Reajustes ainda são desconhecidos da Aleac
Os servidores da Educação estão apreensivos quanto ao reajuste salarial: a categoria suspendeu a greve em 2015 porque acreditava que em 2017 teria os salários reajustados. Só que a queda de braço com o Estado é apenas uma parte desse problema.
A questão agora é saber quem vai negociar com o governo, o Sinteac, ou Sinproac? Os dois sindicatos afirmam que são os representantes da categoria. O Sinproac diz que representa apenas os professores e o pessoal de apoio é assunto do Sinteac.
No acordo firmado com a Secretaria de Estado de Educação, os professores vão ter um ganho no salário de 19,48%, pagos em três parcelas. A primeira em janeiro e a segunda em fevereiro do ano que vem e a terceira em fevereiro de 2018.
Acontece que para o acordo valer precisa ser votado na Assembleia Legislativa, e, por enquanto, a matéria não chegou aos deputados.
A presidente do Sinproac, Alcilene Gurgel, disse que o Estado pode atrasar a votação e a matéria só entrar na pauta da Assembleia Legislativa em janeiro do ano que vem. “O governo garante que chamará uma sessão extraordinária para votação da matéria e a primeira parcela do reajuste que é de 6,5% ficaria para fevereiro. Mas, essa negociação só o nosso sindicato pode fazer”, declarou.
Já o Sinteac descarta essa negociação do Sinproac e afirma que representa os 20 mil trabalhadores da Educação, inclusive os professores. A diretora do Sinteac, Márcia Lima, disse que os números do reajuste dos professores são os mesmos apresentados pelo Sinproac.
“Não aceitamos essa mudança de data. Estamos esperando que o governo vote a matéria até dia 12 de dezembro. Se não o fizer, vamos às ruas e tentaremos uma greve para evitar o início do ano letivo em 2017”, avisou.
Segundo o Sinteac, o pessoal de apoio terá um reajuste será de 23,75% em três parcelas nas mesmas datas dos professores.



