Areal: sem dizer de onde tiraria o dinheiro
Nas contas de 2012, o ex-prefeito de Sena Madureira, Nilson Areal, suplementou o orçamento em quase R$ 3 milhões. O superávit era apenas uma tentativa de enganar os técnicos do Tribunal de Contas do Estado.
O ex-gestor informou a abertura de créditos e não disse onde era a fonte do dinheiro. Esse foi apenas um item das contas, usado como justificativa pelo TCE para desaprovar as contas e multar o ex-prefeito.
O superávit nas contas de Areal pode explicar porque no item despesas existem indícios de sobrepreço em várias licitações. Nesse mesmo ano, a prefeitura gastou 63% do orçamento com a folha de pagamento, 8% a mais do que é permitido por lei.
O ex-prefeito gastou quase R$ 7 milhões com terceirização de serviços. Na verdade, tentou fugir das multas, mas o TCE somou tudo como gastos com a folha de pagamento.
Um dos pontos mais graves foi o fato de a prefeitura não recolher o PASEP, gerando multas para o município. Foram quase R$ 22 mil de gastos com as notificações da secretaria de Estado de Fazenda.
A conselheira Ducinéia Benício pediu a devolução do dinheiro pago com as multas. Areal tem 30 dias para fazer enviar o dinheiro ao município e pagar uma multa de mais R$, 2,2 mil pela irregularidade.
Por causa de déficit orçamentário e a abertura ilegal de créditos suplementares, o ex-prefeito foi multado em mais R$ 14 mil.
Sobrou ainda para o contador da prefeitura Matheus Willian de Queiroz, que também foi multado em R$ 3.570,00, pelas inconsistências nos balaços patrimonias e financeiros.



