Mototaxistas viraram às costas para autores do projeto
Os taxistas e mototaxistas voltam a fazer pressão junto aos vereadores de Rio Branco para evitar a aprovação de um projeto de lei, de autoria dos vereadores Roberto Duarte (PMDB) e Emerson Jarude (Livres), que regulamenta o serviço de transporte através do aplicativo.
Nessa quarta-feira, o projeto de lei foi entregue à Comissão de Constituição e Justiça. Mesmo que a CCJ diga “não” à matéria, ela vai a plenário para ser votada.
Os taxistas e mototaxistas acreditam que o serviço Uber será uma competição desigual e vai tirar renda de muitos trabalhadores que estão na praça.
O presidente do Sindicato dos Motataxistas, Esperidião Menezes, reclamou que a Câmara quebrou um acordo feito há dois meses, no qual, esperaria a provação de uma lei federal, para só depois discutir a regulamentação do Uber em Rio Branco.
“Viemos aqui à Câmara para cobrar o que nos prometeram. Se esse projeto for aprovado, estará contra o acordo e será a destruição das nossas categorias. Por isso, lutamos contra o Uber”, disse.
Os autores da matéria negaram que houve esse acordo. O vereador Roberto Duarte foi o alvo principal dos manifestantes. Quando o parlamentar tentou explicar o texto do projeto de lei teve que enfrentar um manifesto: mototaxistas e taxistas ficaram de costas.
“O manifesto é legitimo, faz parte da democracia, mas eu vou continuar com projeto de lei. Não sou vereador de categorias. Fui eleito para defender os munícipes de Rio Branco, e assim vou fazer”, esclareceu.
Os vereadores informaram que se a matéria for rejeitada, pelos vereadores da base, eles vão ter que se explicar à população por que estão tirando um serviço com preço mais baixo. “A matéria apresentada tem justificativa jurídica que garante sua aprovação, não a fizemos de qualquer jeito”, explicou Duarte.
O projeto de lei foi entregue à Comissão de Constituição e Justiça e deve ser analisado ainda esta semana.



