Encontro faz um ajuste nas ausências do Governo Federal
O presidente da República, Michel Temer, virá ao Acre no encontro marcado para os dias 26 e 27 de outubro discutir Segurança Pública. É o que garante uma fonte ligada ao Palácio Rio Branco. Além do presidente Temer, estão confirmadas as presenças da presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Carmén Lúcia e da atual procuradora Geral da República, Raquel Dodge.
Este encontro já estava nos planos do governador Tião Viana há algum tempo. No último Fórum de Governadores realizado em Mato Grosso em agosto, Viana já tinha o evento como intenção. Para o Acre, é uma oportunidade de detalhar ao país e às instituições as consequências de ser vizinho dos maiores produtores de cocaína do mundo, associado a uma política de desenvolvimento que não consegue distribuir renda de forma eficaz.
Além da demonstração de prestígio, o encontro com todos esses personagens oferece oportunidade para expor as ausências do Governo Federal na região. É preciso abusar da diplomacia para dizer isso ao Governo Federal, mas alguém terá que fazê-lo.
É preciso tornar claro que a cocaína que o jovem da zona Sul carioca cheira tem a Rota Solimões como “porta de entrada”; tem soldado do Exército pintando calçada ou general criando confusão em porta de cadeia enquanto deveria estar cuidando das fronteiras. São várias situações que consolidam um cenário de horror em todo país. O caos na Segurança Pública é também uma construção coletiva.
Desconstruir essa cena de violência é o desafio. O ex-presidente Lula “bateu na trave” com a criação do Pronasci; a ex-presidente Dilma criou o Plano Estratégico de Fronteiras, extinto pelo decreto de Temer, que trouxe o Programa de Proteção Integrado de Fronteira… que não disse a que veio. O Acre, na prática, só sente os efeitos da ausência dessa integração sugerida.
Estão confirmadas também as presenças de 15 governadores de estado, com destaque para o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão; representantes dos governos da Bolívia, Peru e Colômbia, além das embaixadas da Noruega e Alemanha.



