Coeficiente eleitoral tem exigido articulações improváveis
O PT e o PMDB têm problemas eleitorais comuns no Acre. O principal deles é a formação de chapas que garantam legendas à reeleição de “medalhões” da política local. O coeficiente eleitoral alto exige uma quantidade de votos que assusta até mesmo os mais experientes. Alguns cálculos conservadores somam que o coeficiente em algumas chapas beira os 50 mil votos. Além disso, tem alimentado uma sequência de boatos estratégicos.
O mais forte é também o mais improvável: uma suposta articulação de Vagner Sales com a Frente Popular (leia-se “Irmãos Viana”) para garantir a reeleição da filha, Jéssica Sales e o colega Flaviano Melo, à Câmara Federal. Ou tornar Jéssica Sales candidata a vice na chapa de Marcus Alexandre.
Do ponto de vista eleitoral, seria uma chapa fulminante. Imbatível. O que tem deixado algumas lideranças da oposição irritadas com a forma como o processo de construção de alianças tem sido feita. “As conversas para que Jéssica seja vice de Marcus Alexandre existem, sim. Não é mentira”, garantiu uma fonte ligada à oposição. “Pela arrogância e pela falta de compromisso de cumprir o que se combina. Você só forma grupo quando você cumpre a sua palavra”.
Ontem, na casa de uma velha liderança política, houve uma reunião que já havia sido marcada há tempos. O grupo queria a presença do senador Sérgio Petecão, mas ele não compareceu porque “inventou de casar no Projeto Cidadão”, brincou outra fonte, antes de dizer, mudando de tom. “Mas, a reunião foi tensa”. Essa questão de formação ou não do “Chapão” também foi ponto de pauta.
Fontes ligadas à FPA já conhecem essa situação [aproximação de Vagner com a FPA], tratam a contrainformação até com ar de galhofa e garantem: “isso saiu de dentro do próprio PMDB de Cruzeiro do Sul”. E completam: “ali, tem muito jogador de pôquer, ou truco, como você quiser”. Não por acaso, dois jogos em que há muito blefe.
A aproximação entre Vagner Sales e os “Irmãos Viana” não guarda relação com questões Éticas. Não é essa a questão. O problema é de ordem política mesmo. Não há ambiente político para isso, garantem alguns assessores da FPA.
O site AGazeta.Net tentou falar com o presidente do diretório estadual do PP, José Bestene, para que ele falasse a respeito da construção de alianças, mas não houve retorno até a conclusão do texto. O espaço está aberto.



