Concessionária do Acre pouco atrativa para setor privado
Sem conseguir atrair compradores, acionistas do sistema Eletrobras se reúnem em Brasília, nessa quinta-feira (28), para deliberar sobre proposta do BNDES, que quer entregar as estatais por um valor simbólico de R$ 50 mil e repassar às empresas para que os novos donos assumam as dívidas e façam investimentos.
No caso da Eletroacre, a empresa fechou com as contas no vermelho nos últimos anos. Em boa parte dos municípios do Acre, a energia ainda é a produzida com motores o que deixa a energia mais cara. Os programas sociais como “Luz para todos” que chega a área rural e “Tarifa Social” para as camadas mais pobres deixam a Eletroacre pouco atrativa para os compradores.
O sistema Eletrobras vem enfrentando problemas nas vendas das seis distribuidoras do grupo, entre elas a Eletroacre. Os resultados financeiros são ruins e em alguns casos existem denúncias de desvio de recursos.
A previsão era privatizar até o final de 2018, mas está difícil encontrar interessados.
O governo agora tenta uma nova estratégia, o BNDES lançou uma proposta: entregar cada empresa por um valor simbólico de R$ 50 mil e os compradores assumem os passivos e ficam obrigados de fazer investimentos.
Para os sindicatos dos trabalhadores do setor elétrico, o governo quer se livrar das empresas e não se preocupa com os prejuízos que podem acarretar tais decisões.
O sindicalista Marcelo Jucá informou que os sindicatos dos trabalhadores de todo país estão se dirigindo a Brasília para fazer pressão. “O grande problema é que os parlamentares do Acre não estão se importando com o tema. Estão vendo tudo com muita neutralidade, e não conseguem enxergar o prejuízo que será para o consumidor”, reclamou.
O governador Tião Viana falou sobre o assunto e disse que vê com preocupação a venda das estatais, e espera que ao serem negociadas, que os consumidores consigam ao menos ficar três anos sem reajuste na tarifa.



