Eber sobre PSDB: “momento de muita conversa”
Com a aproximação do prazo final para as filiações partidárias (dia 7 encerra o prazo estabelecido pela Justiça Eleitoral), aumentam as especulações e a ansiedade entre os candidatos. A rotina dos presidentes dos diretórios estaduais é outra nessa reta final.
É uma espécie de balcão de negócios cujo critério mais atrativo é saber qual sigla possibilita vitória nas urnas com o mínimo de voto. O “critério guarda-chuva” é esse. A questão de “projeto político” ou “programa do partido” são detalhes pouco avaliados.
A coligação Frente Popular do Acre dividiu a turma em dois grandes blocos. Um é apelidado de “Chapão”. Neste grupo estão os nomes mais fortes para o pleito. Nesta parte do time, estão ou parlamentares tentando reeleição ou gestores que deixam o cargo nesta semana. É a parte do grupo que rotineiramente se chama de “peixes grandes”.
Em reuniões internas, os dirigentes da FPA (os mais otimistas) calculam que “não fazem menos que três” deputados federais. Traduzindo o jargão político: no mínimo elegem três, podendo ampliar para quatro deputados. É muito otimismo.
A ideia de que o Chapão faz “ao menos” três sugere a meta de eleger quatro. Além disso, a FPA tem a Chapinha. Neste grupo, os nanicos querem eleger um. Traduzindo: em um cenário mais otimista, a FPA calcula que pode eleger 5 deputados federais.
Há lógica no raciocínio da FPA. E é uma lógica que já custou muito constrangimento às principais lideranças da coligação. O cenário de crise política; de crise de representatividade das instituições no plano nacional pode encontrar, no Acre, uma tradicional blindagem.
As derrotas sucessivas de Lula e Dilma no Acre que tanto constrangeram Jorge Viana, Binho Marques e Tião Viana, expondo uma “falta de autoria” das políticas federais aqui no Estado, agora, podem contar a favor dos candidatos da FPA. Com Temer no poder, nunca Brasília esteve tão longe do Acre. E isso torna a disputa para a Câmara dos Deputados e para o Senado uma “terra de ninguém”, com poucos (ou nenhum) favoritos.
A “migração” do ambiente de crise política nacional enfraquece-se nos barrancos daqui pela relação promíscua entre a pobreza e a prática da má política: compra de votos, promessas de empregos, ameaças de extinção de programas sociais. Essa rotina torna os dramas do noticiário de Brasília algo distante.
Na distribuição do fundo partidário, o PT é o que abocanha a maior parte da fatura: R$ 212,4 milhões. O MDB vem em segundo lugar, com R$ 233,8 milhões; o PSDB em terceiro com R$ 185,8 milhões. O PP segue com R$ 134 milhões; o PSB R$ 118,7 milhões. São 35 partidos com representatividade no Congresso Nacional. Tudo pago com dinheiro do contribuinte.
Eber avalia ida para o PSDB
Nesse cenário de reta final para formação de chapa, um movimento que chama atenção é o do deputado estadual Eber Machado. Com dois mandatos de deputado estadual pela PSDC, Machado teve filiação no PDT, referendada recentemente por Ciro Gomes na sede do partido em Brasília. Mas, atualmente, avalia possibilidade de ir para o PSDB.
A saída do deputado federal Wherles Rocha (PSDB/AC) para compor a chapa majoritária de Gladson Cameli na condição de pré-candidato a vice, deixou um vácuo que Machado relativiza. “Abriu uma possibilidade. Estou avaliando. É uma conjuntura de momento. Mas, ainda existe muita cautela por parte da nossa tropa de ir para o PSDB. O momento é de muita conversa”.
A chapa de oposição possui nomes “fortes” eleitoralmente. Eber Machado, caso decida fazer parte desse grupo, terá que apresentar uma performance nas urnas muito acima da média que lhe garantiu os dois mandatos para a Aleac.
O presidente do diretório Estadual do PDT, Luiz Tchê, argumenta que o partido é “mais atrativo” e tem chamado atenção até de candidatos da oposição no Acre. “Eu não vou colocar, em nenhum hipótese, o PDT coligado com o PT”, promete. Isso tem chamado atenção de algumas lideranças. Tchê acredita que o PDT elege um candidato à Câmara Federal.



