Marino: não é Religião quem deve ditar o que é Família
No Diário Oficial dessa quinta-feira, veio a promulgação da lei do Estatuto da Família. A partir de agora, Rio Branco tem uma norma própria delimitando que “Família” é a união entre homem e mulher.
O Ministério Público e a Ordem dos Advogados do Brasil prometeram que, assim que a lei passasse a vigorar, entrariam com o pedido de inconstitucionalidade. Por enquanto, não se manifestaram. A OAB até foi procurada por nossa equipe, mas só o presidente da Ordem pode se manifestar e foi impossível conseguir falar com Marcus Vinicius nessa quinta-feira.
Os vereadores também não querem falar sobre o assunto. O desgaste da votação foi grande. O defensor do projeto, Artêmio Costa, quase briga no plenário com Jackson Ramos, contrário a lei. Há caso em que assessores de vereadores andaram trocando farpas e ameaças pelas redes sociais.
O presidente da associação GLBT, Germano Marino, disse que não vai mais criticar os vereadores. Como a lei foi promulgada, o caminho é buscar a Justiça para mostrar a inconstitucionalidade do Estatuto da Família.
“Não podemos deixar que as lideranças religiosas possam determinar o que é Família. Daqui a pouco vão trazer outras regras. Na sociedade atual, não cabem leis absurdas como essa”, destacou.
Enquanto a Justiça é acionada para derrubar a lei aprovada pelos vereadores de Rio Branco, o movimento contrário ao estatuto está de olho nos deputados estaduais.
Líderes evangélicos levaram o mesmo texto numa tentativa de aprovar a matéria na Assembleia Legislativa, mas a repercussão negativa na Câmara fez muito deputado recuar.



