Correto seriam dois fardamentos a cada ano, diz associação
Nesta semana, o governo promoveu solenidade para entregar fardamento à Polícia Militar. O ato não conseguiu aplacar as críticas da classe, que prepara manifestação para expor o problema mais uma vez. E tudo se resume a dois números. O Acre tem 2.421 policiais na ativa e foram entregues 800 fardamentos.
No ato simbólico, o governo fez a entrega de 705 uniformes, além de equipamentos para uso de rotina das forças de Segurança Pública como “notebooks; computadores; HD externo; nobreak’s; impressoras; câmeras entre outros equipamentos para o Instituto Socioeducativo (ISE) e também às equipes do Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd) da Polícia Militar”.
O que parece uma ação positiva, na verdade soou como provocação para a Associação dos Militares do Estado. “Nesses últimos 5 anos, nós deveríamos ganhar 10 fardamentos: são 2 pra cada ano. Em cinco anos, recebemos apenas um então tem que comemorar mesmo, tem que fazer solenidade pra fazer uma entrega singela”, comenta Joelson Dias, presidente da AME.
Segundo o representante da categoria faltam coturnos, cinto de guarnição, coldre e porta algema. Os militares também cobram rádios móveis.
“Os policiais que desenvolvem serviço na Capital usam o celular para entrar em contato com Ciosp, porque nosso sistema de comunicação de rádio HT não funciona. Então, a gente está diante de uma situação altamente delicada que acaba influenciando na boa prestação de serviço para a sociedade”.
As associações dos militares, dos praças e bombeiros pretendem fazer uma manifestação nas próximas semanas. Vão distribuir caixinhas pedindo doação à sociedade para comprar o fardamento. Nas caixinhas frases constam frases como “salvem a polícia militar” e ainda, “a PM está sucateada”.
“É um ato de protesto, mas para arrecadar também. As associações vão depositar na caixinha e nós vamos depositar na conta do Estado para eles comprarem fardamento pra gente”, conclui Dias.



