Bombeiro Civil em empresa onera custos sem necessidade
A Câmara Municipal de Rio Branco deve colocar em votação na próxima semana, o projeto de lei que obriga estabelecimentos privados e públicos da cidade a contratar bombeiros civis e a manter unidades de combate a incêndio e primeiros socorros.
O texto é de autoria da vereadora Rose Costa do PT, e de acordo com o Regimento Interno da Casa, a aprovação dependerá da maioria simples dos votos dos vereadores.
Com isso, boates, bares, feiras, academias, prédios comerciais, eventos artísticos, religiosos, sociais, culturais e esportivos com concentração superior a 250 pessoas, devem se enquadrar nas exigências da lei, ou seja, são obrigados a contratar bombeiros civis. Em caso de descumprimento da obrigação, o estabelecimento estará sujeito a uma multa.
“A Acisa é contra esse projeto porque ele aumenta os custos de manutenção sem necessidade”, posicionou-se o presidente da Associação Comercial e Industrial do Acre, Celestino Oliveira. “Um bombeiro civil tem um custo de quinze mil reais por mês para a empresa, como vamos aumentar os nossos gastos em uma época como essa. Esse gasto pode ser emprego que deixam de ser gerados”.
A leia também obrigada que empresas como academias e clubes sociais que atuam com atividade física e lazer e comportem mais de 500 pessoas, devem possuir um desfibrilador, aparelho com valor superior a R$ 10 mil.
Além disso, os espaços devem contar também com profissionais capacitados para atuarem com o equipamento em casos de emergência.
O presidente da Associação dos Bombeiros Militares do Acre, sargento Abrahão Púpio, criticou a postura da vereadora, que elaborou um projeto sem consultar profissionais que atuam na área. Para o presidente da entidade, a ausência de um debate para discutir a proposta de lei descredencia a ideia. “É um retrocesso à democracia”, atacou. “Ainda mais quando se trata de vidas”.
Ele diz também que “o projeto tem muitas falhas, especialmente quando se trata de quem vai fiscalizar e credenciar os bombeiros civis”.
A vereadora Rose Costa foi procurada para se explicar sobre o projeto, mas argumentou que não poderia em função da Lei Eleitoral.



