O Acre registrou, em 2026, o maior número de internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) dos últimos três anos. Até a 23ª semana epidemiológica, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) contabilizou 625 notificações da doença. Apesar da redução recente na pressão sobre a rede hospitalar, as autoridades alertam que o cenário ainda exige atenção, principalmente em relação às crianças.
De acordo com a Sesacre, o período mais crítico ocorreu até a 21ª semana epidemiológica, quando o aumento da procura por atendimento elevou a ocupação dos leitos hospitalares. Na 23ª semana, no entanto, foi observada uma estabilização dos casos e da demanda por internações.
Segundo a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesacre, Suane Oliveira, o momento é de cautela.

“A gente vê uma estabilidade dos casos e também que os leitos não estão próximos da superlotação. Temos leitos pediátricos e adultos disponíveis, tanto em UTI quanto em enfermaria. Mas isso não quer dizer que devemos baixar a guarda. Precisamos continuar monitorando de perto, porque ainda estamos passando por um momento delicado”, afirmou.
Crianças concentram casos graves
Mesmo com a melhora nos indicadores hospitalares, as crianças continuam sendo o grupo mais afetado pela síndrome respiratória. Entre os vírus identificados nos casos graves, o vírus sincicial respiratório permanece como o principal agente, especialmente entre o público infantil.
A Sesacre reforça que a vacinação é uma das principais formas de prevenção. Atualmente, estão disponíveis imunizantes contra a Influenza e também contra o vírus sincicial respiratório para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, além da proteção destinada aos bebês conforme os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde.
“A vacinação é muito importante, porque os vírus que mais estão circulando e agravando os casos são a Influenza A, o vírus sincicial respiratório e o rinovírus”, destacou Suane Oliveira.
Aumento de mortes entre bebês preocupa
Outro dado que chama a atenção é o crescimento no número de óbitos entre crianças menores de dois anos. Em 2026, nove bebês morreram em decorrência de complicações causadas pela síndrome respiratória, o maior registro dos últimos três anos.
Em contrapartida, os óbitos entre idosos apresentaram redução, indicando uma mudança no perfil da doença no estado.
Apesar da estabilidade observada nas últimas semanas, a Secretaria de Saúde orienta a população a manter a vacinação em dia e procurar atendimento médico aos primeiros sinais de agravamento dos sintomas, principalmente em crianças pequenas, para reduzir o risco de complicações.


