Por que da expressiva votação de Aécio no Acre?
O acriano continua a não perceber a autoria das políticas públicas federais. Com 63,68% dos votos, o tucano Aécio Neves disparou na preferência do eleitorado, comparado à Dilma Rousseff que obteve apenas 36,32%.
Desde a época do Adjunto da Solidariedade, passando pela Cidade do Povo, as políticas federais recebem uma “cor local”; um nome pensado em pranchetas de publicitário para reforçar as lideranças políticas locais.
Nas obras de infraestrutura, raras são as placas distribuídas ao longo do empreendimento que trazem a marca do Governo Federal. Aliado a isso, tem-se a completa ausência física de ministros fiscalizando e vistoriando obras. A ausência da própria presidente ajuda a consolidar o vácuo.
Como em Política alguém sempre ocupa algum lugar, a oposição vem conquistando espaço eleição após eleição no Acre. A pouca importância numérica dos votos daqui não anulam a representação simbólica. A onda Marina com os mais de 20 milhões de votos falam por si.
Nos 16 anos da Frente Popular, o contexto foi esse. Nesse cenário onde o Governo Federal tem pouca autoria nas obras e feitos públicos, o resultado das urnas é quase lógico. Ou alguém se esqueceu que nas eleições de 2010, a cidade de Porto Acre deu a maior votação proporcional ao candidato José Serra?
O Acre tem muitos motivos para defender a social-democracia? Quais são esses motivos? Que valores a social-democracia tem que preservam e valorizam a cultura acriana? Para quem não acompanha a política local, fica mais difícil ainda responder essas perguntas.
A votação expressiva de Aécio Neves e os 186.658 votos de Bittar pavimentam uma estrada para uma estrela em ascensão que se revelou nessa campanha: Gladson Cameli. As lideranças da Frente Popular minimizam, estrategicamente, a importância futura do novo senador. Faz parte do jogo que já recomeça hoje.



