O prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene (PP), voltou a admitir a possibilidade de mudanças no secretariado municipal após as eleições, mas afirmou que nenhuma alteração está definida até o momento.
Os comentários sobre uma possível reforma na equipe circulam desde antes do primeiro turno. Alysson assumiu definitivamente a Prefeitura em abril, depois que Tião Bocalom (PSDB) deixou o cargo para disputar o governo do Acre. Na ocasião, o novo prefeito decidiu manter praticamente todo o primeiro escalão formado durante a gestão anterior.
Agora, com o fim do processo eleitoral se aproximando, a composição da administração volta ao centro das articulações políticas.
“A gente está há seis meses como prefeito e tem feito avaliações constantes. Lógico, todo e qualquer movimento que possa vir a ter não é garantia nenhuma de que isso, de fato, venha a ocorrer”, afirmou Alysson.
Segundo ele, eventuais mudanças serão analisadas a partir do desempenho das políticas públicas e da necessidade de melhorar os resultados da gestão.
“Todo e qualquer movimento que possa vir a ter é pensando sempre que essas políticas tenham um resultado ainda melhor para a população”, disse.
Mudanças já estavam no radar
A possibilidade de alterações não é nova. Em agosto, Alysson já havia afirmado publicamente que mudanças no secretariado poderiam ocorrer “a qualquer momento”, embora naquele momento dissesse manter confiança na equipe.
Meses antes, o prefeito também havia antecipado a intenção de promover uma reforma administrativa no segundo semestre, inclusive com a criação de novas estruturas na Prefeitura, como uma Secretaria da Mulher e outra voltada à regulação urbanística e fundiária.
Ao assumir a administração em abril, porém, Alysson adotou um discurso de continuidade. Bocalom também havia defendido, antes de deixar o cargo, que a equipe fosse preservada, afirmando que a composição havia sido construída pelos dois durante a gestão conjunta.
Alysson não antecipou quais secretarias poderiam sofrer alterações nem citou nomes que estariam deixando ou entrando na administração.
O prefeito afirmou que eventuais modificações também passam por diálogo político e partidário, mas ressaltou que as decisões não serão impostas.
“É conversado, é dialogado. Não é imposto. A gente entende o que seria melhor e também nas questões do que diz respeito às alianças políticas e partidárias”, afirmou.
“Caso venha a ocorrer, a gente vai tomar [a decisão] com a maior responsabilidade, voltada, sim, com o princípio único, com o objetivo maior, que é servir as pessoas em primeiro lugar”, acrescentou.
Câmara também vive período de articulação
O movimento na Prefeitura coincide com outra disputa política em andamento na capital: a eleição da próxima Mesa Diretora da Câmara Municipal de Rio Branco.
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Os vereadores já começaram as articulações para definir quem comandará a Casa no próximo biênio. Entre os nomes colocados na disputa estão Bruno Moraes, Elzinha Mendonça e José Aiache, todos do PP.
Nesta semana, o senador Márcio Bittar confirmou que os três vereadores do PL devem apoiar a pré-candidatura de Bruno Moraes, ampliando as negociações em torno da sucessão do atual presidente, Joabe Lira.
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Embora Alysson não tenha relacionado diretamente uma eventual reforma no secretariado à eleição da Mesa Diretora, os dois movimentos ocorrem em um momento de reorganização das alianças políticas após as eleições estaduais.
Por enquanto, o prefeito evita confirmar qualquer troca e reforça que a equipe continua sendo avaliada.
Alysson está no comando da Prefeitura desde 4 de abril, quando assumiu após a saída de Bocalom. Desde então, houve mudanças pontuais em cargos adjuntos e de direção, mas o núcleo principal do secretariado foi mantido.




