Governo vai elaborar projetos para todo país
Diante do desafio de reduzir as desigualdades regionais, de possibilitar as atividades de ensino, pesquisa, extensão e trabalho em rede dos hospitais universitário federais, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) assinou, na tarde desta quinta-feira, 30, acordo com as universidades federais de Roraima (UFRR) e Campina Grande (UFCG) para a elaboração de projeto voltado à construção de hospitais universitários.
Os investimentos são da ordem de R$ 28 milhões, oriundos do Ministério da Educação (MEC) e incluirão as universidades federais do Acre, de Rondônia, do Amapá e de Tocantins, que devem assinar em breve o mesmo acordo.
Para o desenvolvimento dos projetos de construção das unidades, a Ebserh firmará acordo com o Escritório das Nações Unidas para Serviços de Projetos (Unops), conforme explica o presidente da empresa José Rubens Rebelatto, “iremos iniciar os trabalhos com o Unops, a subsidiária da ONU que tem toda a ‘expertise’ para fazer projetos de hospitais em regiões críticas no mundo todo, para que tenhamos o melhor projeto para iniciarmos o processo de contratação das empresas que construirão os respectivos hospitais”, explicou.
A iniciativa prevê a expansão do número de vagas de medicina e de residência médica, além do aprimoramento da formação médica no Brasil, como parte do programa Mais Médicos, que pretende melhorar o atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), com mais recursos para a infraestrutura dos hospitais e unidades de saúde, além de levar mais médicos para regiões onde há escassez ou ausência de profissionais.
De acordo com levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM), em 2013, há uma desigualdade em relação ao número de médicos espalhados pelo território nacional. Enquanto a região Sudeste possui 2,67 médicos com registro ativo no CFM para cada mil habitantes, a região Norte apresenta apenas 1,01 médico para mil pessoas. A desigualdade fica ainda mais explícita quando são comparadas as capitais. Cidades como Porto Alegre e Rio de Janeiro contam, respectivamente, com 8,73 e 6,18 médicos para mil habitantes, enquanto Rio Branco e Macapá apresentam 1,91 e 1,38, respectivamente.
A reitora da UFRR, Gioconda Santos e Souza Martinez, lembrou do período em que foi definida a construção do hospital. “Eu queria agradecer a Ebserh, principalmente nessa etapa que de indefinição, se aceitávamos a doação do hospital do Estado, ou se partíamos do novo. Enfim, optamos por começar do zero. O tempo foi senhor da razão”, enfatizou. Pela UFCG, o acordo foi assinado pelo reitor José Edílson de Amorim.



