Bancários do Acre entraram em greve e suspenderam o atendimento presencial nas agências como parte da mobilização nacional da categoria. Entre as principais reivindicações estão reajuste salarial, manutenção de direitos, melhores condições de trabalho e avanços nos acordos coletivos de cada banco.
Segundo o dirigente do Sindicato dos Bancários, Neném Almeida, a categoria também cobra a manutenção dos postos de trabalho e é contra o fechamento de agências. Para ele, a redução do atendimento presencial tem relação com a expansão das operações realizadas por aplicativos.
Neném afirma que os bancos têm reduzido o número de funcionários e unidades de atendimento à medida que os clientes passam a realizar mais operações pelo celular. A categoria defende que a digitalização dos serviços não seja usada como justificativa para demissões e fechamento de agências.
“A nossa principal reivindicação é não demissão de funcionários e também não fechamento de agências e postos. Estão fechando postos, estão fechando agências. Tinha agência em quase todos os municípios. Foi sendo reduzido o número de agências. A mesma coisa acontece com a Caixa Econômica, o Banco do Brasil e demais bancos”, afirmou.
Negociações
A categoria também questiona a proposta de reajuste apresentada durante as negociações. Segundo Neném, o percentual de 0,6% não atende às reivindicações dos trabalhadores e não apresenta garantias para a manutenção das unidades e dos empregos.

Atendimento
Durante a greve, o atendimento presencial nas agências é afetado, mas os serviços que não dependem dos funcionários continuam disponíveis por canais digitais. A recomendação para quem precisa resolver alguma demanda é verificar a situação da agência antes de se deslocar até o local.

Segundo Neném, a paralisação também busca chamar atenção para os impactos que a redução da estrutura de atendimento pode provocar no futuro. O dirigente destaca que parte dos clientes já utiliza o celular para realizar operações bancárias, mas defende a manutenção de funcionários e agências para atender quem depende do serviço presencial.
“Hoje, dentro do Banco do Brasil, não tem ninguém sendo atendido. O cliente pode usar o celular, mas nós buscamos diminuir esse prejuízo no futuro com mais agências e mais pessoas para atender quem precisa do atendimento bancário.”
A paralisação deve continuar enquanto não houver avanço nas negociações, conforme decisão das entidades envolvidas.
Matéria em vídeo produzida pela repórter Aline Pontes e editada pelo site Agazeta.net.



