A Prefeitura de Rio Branco tenta recuperar os danos causados pelas enxurradas na região do Igarapé Sobral, enquanto centenas de famílias seguem aguardando ajuda financeira prometida após os alagamentos registrados na capital.
Na região da Baixada da Sobral, moradores de pelo menos 15 bairros convivem com transtornos frequentes durante o período de chuvas. A estrutura de drenagem não consegue suportar o volume de água e, a cada enxurrada, ruas e casas são invadidas. Segundo estimativas, mais de 800 famílias foram afetadas pelos alagamentos mais recentes.
Além dos prejuízos dentro das residências, a força da água também destruiu áreas públicas, como uma praça da região, que agora passa por obras de recuperação realizadas pela prefeitura.
Após os últimos alagamentos, o prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, anunciou um auxílio emergencial de R$ 2 mil para cada família atingida. O benefício foi chamado de “Cartão do Bem” e dependia da aprovação da Câmara Municipal para ser implantado.
O projeto ficou cerca de três semanas parado no Legislativo municipal. Segundo relatos feitos durante a sessão, a demora ocorreu porque ainda havia vetos do Executivo pendentes de votação.
Nesta terça-feira, os vereadores finalmente colocaram a proposta em pauta e aprovaram o projeto que autoriza o pagamento do benefício emergencial.
Agora, para que o recurso seja liberado, ainda é necessária a sanção da prefeitura. Outro ponto que pode prolongar a espera é o levantamento realizado pela Secretaria Municipal de Assistência Social, responsável por identificar quantas famílias realmente terão direito ao auxílio.
O vereador José Aiache destacou a importância da aprovação do projeto para agilizar o pagamento às famílias prejudicadas.

“As pessoas estão esperando realmente. As pessoas foram prejudicadas pelas enchentes, perderam materiais, perderam móveis. Então é muito importante votar hoje para, o mais rápido possível, essas pessoas estarem com esse recurso nas suas contas”, afirmou.
Já o vereador Márcio Mustafá defendeu outras medidas de apoio aos moradores da Baixada da Sobral, incluindo a suspensão da cobrança de água para os atingidos.

“A gente que mora ali na Baixada entende a realidade. Teve uma enxurrada e nossa proposição hoje é que o povo que ficou alagado, perdeu muitas coisas e teve grandes despesas, não pague água durante esse período de três a seis meses”, declarou.
Enquanto o auxílio não é liberado, moradores seguem tentando recuperar móveis, eletrodomésticos e outros bens perdidos nas enxurradas que atingiram a região.



