Tucanos dizem que presidente do PR privilegia filha
Na principal fase da campanha, o Partido da República parece envolvido no mar de confusões. Em Rio Branco, um grupo de candidatos do PSDB, partido coligado com PR, foi até a sede dos republicanos para tentar conversar com a presidente da sigla, a ex-deputada federal Antônia Lúcia.
Os tucanos querem saber por que não estão aparecendo nas inserções destinadas aos candidatos a vereador. Nas duas últimas semanas, apenas uma candidata está sendo privilegiada, e é justamente a filha de Antônia Lúcia.
Segundo o tesoureiro do PSDB, Alexandre Fonseca, o prejuízo para os 22 candidatos tucano é grande, pois estão perdendo a única chance de aparecer na televisão. “Os candidatos gravaram seus vídeos, mas não são enviados para os canais de TV. As pessoas cobram, perguntam por que eles não aparecem e eles não sabem dizer. Por isso, viemos cobrar explicações da presidente do PR, que está privilegiando a filha dela”, reclamou.
Como não encontraram nenhum diretor do PR, o grupo foi até o Tribunal Regional Eleitoral apresentar uma denúncia.
O juiz da propaganda eleitoral, Luiz Camolez, disse que não falaria sobre esse caso até receber oficialmente a denúncia, mas fica por conta dos partidos, escolher os vídeos que vão para os veículos de comunicação.
Em Cruzeiro do Sul, o PR também está no redemoinho de uma briga na Justiça. O partido começou a campanha coligado com o PMDB. A união contrariou os interesses da direção regional, que, com o apoio da nacional, fez uma intervenção afastando a direção de Cruzeiro do Sul e mantendo a coligação com PSDB.
A direção municipal recorreu e conseguiu garantir em primeiro grau, o retorno do presidente Francisco Clodoaldo de Souza. Com isso, o PMDB e PR ficaram juntos outra vez na campanha.
Mas, uma decisão do Tribunal de Justiça do dia 31 de agosto mudou o quadro novamente. A executiva regional garantiu o afastamento da direção do PR de Cruzeiro do Sul e anulou a convenção que garantia a união com os peemedebistas.
O advogado do Partido da República, Valdir Perazzo, disse que a direção da municipal desrespeitou o estatuto do partido, quando não seguiu a ordem hierárquica de poder e também a legislação.
“Com essa decisão, se fez Justiça e mostra que as agremiações partidárias do interior não podem tomar decisões contrárias à direção geral e estadual. Coligação é coisa séria não pode ser feita ao mero prazer”, disse.
Em Cruzeiro do Sul, o PR mantém quatro candidatos a vereador que agora vão ter que explicar aos eleitores mais uma mudança.



