Matar esse espécime é considerado crime previsto em lei
A cena de um boto cor de rosa as margens do rio Tarauacá chamou atenção nos últimos dias no município e em todo o estado.
Isso porque o boto estava bastante debilitado, repleto de perfurações de arma branca, sem conseguir se quer voltar para o rio.
Além do boto cor de rosa, populares informaram a veículos de comunicação em Tarauacá, que uma outra espécie de boto também foi alvo de facadas no mesmo momento, e também acabou morrendo.
Para os biólogos, a crueldade feita contra o animal não se justifica. Tendo em vista que o boto não oferece nenhum tipo de risco aos seres humanos. “Não é um animal agressivo, de forma alguma, não oferece nenhum tipo de risco, então sinceramente eu não consigo entender o que leva esse tipo de situação, foram mais de 30 perfurações, salvo-engano, não dá pra ter uma explicação ” disse o biólogo Vanderson Brito.
Matar um boto cor de rosa é considerado crime previsto em lei, contra a fauna silvestre. As penalidades podem ir de 6 meses de prisão até o pagamento de multa. Esses animais possuem ainda a proteção de uma ressalva contida em lei, por possuírem uma lenda brasileira em torno deles.
Apesar de possuírem uma proteção especial na teoria, na prática não é bem isso que acontece quando o assunto é crime ambiental. “O problema é que as penalidades são muito frágeis, para se tornar uma noção, um boto, a multa vai chegar de 500 reais a 2 mil reais, quando isso acontece. Também falta fiscalização. É algo que ninguém sabe quem fez,” concluiu Brito.



